Bolsa de Lisboa já recuperou dos danos da guerra após melhor semana em cinco anos
Principal índice de Lisboa regressou a níveis de fevereiro após registar a melhor semana em cinco anos.
Março foi muito negativo para as bolsas mundiais, incluindo a portuguesa, devido ao conflito no Irão. Mas os investidores nacionais parecem ter deixado para trás as potenciais implicações de uma guerra prolongada no Médio Oriente. O PSI regressou a níveis de fevereiro após registar a melhor semana em cinco anos.
O principal índice da bolsa nacional ganhou 5,49% esta semana – amanhã está encerrada devido ao feriado da Sexta-Feira Santa. Foi o melhor desempenho semanal desde janeiro de 2021.
Esta quinta-feira, depois de inverter para terreno positivo e encerrar a sessão a ganhar 0,75%, o PSI fechou nos 9.369,63 pontos, voltando a níveis antes da guerra que se iniciou no final de fevereiro.
A Galp acelerou quase 4% para 21,14 euros à boleia do disparo dos preços do petróleo nos mercados internacionais – e para o qual contribuiu o discurso inflamado de Donald Trump, que disse na madrugada que ia atacar duramente o Irão nas próximas semanas.
De resto, por causa das declarações do Presidente americana, as bolsas europeias iniciaram o dia a cair mais de 1%, mas aliviaram as perdas perto do final da sessão com a notícia de que o Irão está a negociar com Omã uma espécie de protocolo para permitir a passagem de navios no Estreito de Ormuz.
A notícia animou os investidores deste lado do Atlântico, com Frankfurt, Paris e Madrid a fecharem o dia com perdas modestas. E também do outro, onde os principais índices de Wall Street seguem sem grandes variações, depois de um arranque com fortes perdas.
“Os índices europeus fecharam a semana em queda, mas mostrando uma tendência de recuperação depois de algumas notas de imprensa dizerem que o Irão terá começado a preparar um protocolo com o país vizinho Omã para supervisionar o tráfego através do Estreito de Ormuz. O petróleo também caiu acentuadamente com estas notícias, anulando parte da subida registada após a intervenção do Presidente Trump na noite de quarta-feira”, referiram os analistas da sala de mercados do BCP.
“O tema do estreito de Ormuz é o que mais preocupa os mercados e tudo indica que a perspetiva de alguma normalização está a aumentar. À hora de fecho da Europa, as praças americanas negociavam já em terreno positivo, depois de terem estado a recuar mais de 1,50%”, acrescentaram.
Em Lisboa, além da Galp, mais sete cotadas fecharam no verde, com destaque para a EDP Renováveis e EDP, que avançaram 2% e 1,29%, respetivamente. Já BCP e Jerónimo Martins caíram mais de 1%.
(notícia atualizada às 17h07 com declarações da sala de mercados do BCP)
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