Hoje nas notícias: reformas antecipadas na banca, despedimentos coletivos e ISP
Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.
As reformas antecipadas no setor da banca são regra e, nos últimos dois anos, custaram quase mil milhões de euros aos cofres das cinco principais instituições. Conheça esta e outras notícias em destaque na imprensa nacional esta quinta-feira.
Bancos gastaram quase mil milhões em reformas antecipadas
As reformas antecipadas no setor da banca são regra e, só nos últimos dois anos, custaram quase mil milhões de euros aos cofres dos cinco principais bancos em Portugal. A CGD, que lidera a lista, destinou 513 milhões para planos de pensões e de reformas antecipadas em 2024 e 209 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2025. No Novobanco, ainda decorrente do “processo de reestruturação do grupo”, as reformas antes do tempo previsto custaram 20,2 milhões de euros em 2024 e 33,3 milhões em 2025. Já o BPI acordou 236 saídas antecipadas em 2024, com um custo de 62,5 milhões de euros, e gastou 1,1 milhões em 2025. Também o Millennium BCP teve, no primeiro semestre de 2025, 2,3 milhões destinados para esta rubrica; em 2024 gastou 10,4 milhões. Por fim, o Santander Totta dispensou 8,8 milhões em 2024 e 8,2 milhões em 2025.
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Trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos iniciados no ano passado subiram 18%
O número de trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos que arrancaram ou que terminaram em 2025 atingiu o nível mais alto em cinco anos. Segundo os dados oficiais, os trabalhadores a despedir por processos iniciados no ano passado subiram 18,4%, mais do que os efetivamente despedidos em processos concluídos (13,4%). Ao todo, foram iniciados e comunicados à Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT) novos processos relativos a 552 empresas, que abrangeram 7.572 pessoas. Trata-se do valor mais alto desde o principal ano de embate da pandemia de Covid-19 (2020) e está a subir pelo terceiro ano consecutivo.
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Estado ganha 11 milhões por dia com imposto sobre os combustíveis
Nos primeiros dois meses deste ano, o Estado ganhou 656,3 milhões de euros com o Imposto sobre os Petrolíferos e Energéticos (ISP), mais 19,6 milhões (+3,1%) do que no mesmo período de 2025. Os dados constam da mais recente síntese de execução orçamental, que permite concluir que, só por esta via, os cofres públicos engordaram a uma média superior a 11 milhões por dia. Em janeiro e fevereiro, quando o Governo ainda não tinha aplicado descontos extraordinários no ISP para travar os efeitos da guerra no Médio Oriente, o peso médio deste imposto no preço dos combustíveis foi de 37% no gasóleo e de 46% na gasolina, sendo que o IVA foi responsável por cerca de 18% do valor da fatura, num e noutro caso, segundo a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE).
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Passado um ano, as tarifas de Trump apenas levaram os outros países para novos mercados
Faz um ano desde o “Dia da Libertação”, em que Donald Trump impôs novas tarifas a quase todos os países do mundo, com a promessa de “trazer a prosperidade de volta” aos EUA, equilibrar as contas externas e, simultaneamente, financiar o orçamento federal. Contudo, uma análise realizada pelos economistas Zsolt Darvas e Marie-Sophie Lappe para o think tank Bruegel mostra que o que tem acontecido desde esse dia 2 de abril de 2025 não tem sido o cenário de “apenas vantagens” para os Estados Unidos traçado pelo seu Presidente, mas sim uma sequência de avanços e recuos nas tarifas, com os parceiros comerciais de Washington a encontrarem mercados alternativos para as exportações e as empresas e os consumidores norte-americanos a terem de suportar quase sozinhos os custos da política protecionista.
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Direção Executiva do SNS ignora proposta para reduzir tempos de espera para consultas nos hospitais
A portaria sobre os Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG), publicada na quarta-feira em Diário da República, ignorou a proposta do grupo de trabalho nomeado pela ministra Ana Paula Martins que pensou o Sistema Nacional de Acesso a Consultas e Cirurgias (SINACC) para reduzir os tempos de espera de doentes. Este grupo defendia um prazo de 15 dias para consultas a doentes muito prioritários, 45 dias para doentes prioritários e 120 dias para casos normais, mas a portaria agora publicada ignorou tais prazos, passando os dois primeiros para 30 dias e 60 dias. Fontes do setor da Saúde, que não quiseram ser identificadas, dizem que “esta alteração terá impacto real nos doentes e até nas urgências”. Outra mudança que está a gerar preocupação tem a ver com a eliminação da triagem para a consulta da especialidade, que “era uma espécie de consulta de triagem”.
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