Ferrero espera Páscoa (ainda mais) saborosa que o Natal: “Vale 40% do consumo”
Max de Simone, diretor-geral da Ferrero em Portugal, diz ao ECO que o "sell-out está em território positivo" e as vendas de Kinder e Nutella vão crescer, porque os portugueses já receberam o salário.

- A Ferrero em Portugal antecipa um aumento significativo nas vendas de chocolates nesta Páscoa, prevendo um crescimento de 15% em volume e 40% em receitas.
- Os ovos da Kinder são um destaque, representando mais de 10% do negócio da Ferrero, com o Kinder Grande Surpresa a liderar as vendas durante este período festivo.
- A empresa espera que o pagamento dos salários em março impulsione o consumo, tornando esta Páscoa potencialmente mais forte que o Natal.
Ambrósio, apetecia-me ter uma Páscoa em que os portugueses satisfizessem o seu desejo de requinte. É este o principal pedido do grupo italiano Ferrero, que antecipa uma corrida aos bombons e ovos para encher a mesa este domingo ao ponto de superar a quadra natalícia. A empresa detém marcas como Kinder, Ferrero Rocher, Nutella ou Rafaello, prevê vender mais 15% de chocolates e aumentar as receitas em 40% em Portugal.
Se o que foi vendido aos hipermercados chegar realmente aos carrinhos, a semana pascal será até melhor do que o Natal. “O sell-out está em território positivo. A próxima semana é crucial, porque vale 40% de todo o sell-out, de todo o consumo. Estamos à espera de uma aceleração, porque é uma semana em que os consumidores portugueses terão recebido o salário do mês. É uma diferença em relação ao ano passado, em que a Páscoa foi numa data diferente”, avançou ao ECO o diretor-geral da Ferrero em Portugal, Max de Simone, numa entrevista que poderá ler na íntegra na segunda-feira.
Apesar de este ano a Páscoa ser “mais curta”, o que, em termos operacionais, obriga a empresa a “muito mais esforço” por ter de arrancar as campanhas massivas de produção a seguir ao Natal, calha precisamente na semana após o pagamento dos salários referentes a março. A Ferrero prevê que o facto de, tipicamente, os consumidores poderem contar com o ordenado ‘fresco’, os leve a manter o consumo de doces.
Agora o objetivo é vender tudo o que foi, efetivamente, vendido aos nossos clientes. Estamos com uma previsão de o pode fazer. Caso aconteça, será uma Páscoa em duplo dígito. Até mais forte que o Natal. Estamos à espera de mais 15% em volume e quase mais 20% em valor.
Os ovos da Kinder, cujo preço em prateleira ronda os 10-18 euros atualmente, representam mais de 10% do negócio da Ferrero. Mesmo antes de ter os resultados até domingo fechados, mas com os dados que tem até à Quinta-Feira Santa, Max de Simone garante que “o Kinder é líder absoluto durante a Páscoa”.
“O Kinder Grande Surpresa é líder de mercado e também a maior parte do nosso negócio durante este período. Em média, representa 13% da faturação. Desses 13%, metade são ovos e a outra metade são figuras e outras novelties, bem como os ovinhos Kinder e os bombons, que têm uma aceleração de vendas durante o período da Páscoa”, conta Max de Simone, referindo-se também aos bombons e figuras (coelhos e galinhas de chocolate).

No ano passado, a Ferrero teve um volume de negócios de aproximadamente 136 milhões de euros em Portugal. Para este ano fiscal, que termina a 31 de agosto de 2026, a expectativa é ultrapassar os 155 milhões de euros de volume de negócios. A holding familiar fundada por Pietro Ferrero em 1946 conta com 45 trabalhadores a nível nacional, onde está presente há 34 anos.
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