Sporting já encaixou 79,6 milhões na Liga dos Campeões e pode bater recorde luso de prémios numa edição

  • Lusa
  • 5 Abril 2026

O Sporting já garantiu 79,582 milhões de euros em 2025/26 pela participação na Liga dos Campeões e pode ultrapassar o recorde português de prémios numa edição, caso elimine o Arsenal nos 'quartos'.

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  • O Sporting garantiu 79,582 milhões de euros pela sua participação na Liga dos Campeões e pode superar o recorde português se eliminar o Arsenal.
  • Os 'leões' já arrecadaram mais do que os 53,097 milhões do Benfica, destacando-se com um desempenho notável na fase de liga da competição.
  • Caso avance para as meias-finais, o Sporting poderá aumentar significativamente os seus prémios, até 18,5 milhões com a presença na final.
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O Sporting já garantiu 79,582 milhões de euros (ME) em 2025/26 pela participação na Liga dos Campeões de futebol e pode ultrapassar o recorde português de prémios numa edição, caso elimine os ingleses do Arsenal nos ‘quartos’. De volta ao lote de oito finalistas da principal prova europeia de clubes 43 anos depois, os bicampeões nacionais estão na iminência de suplantar o máximo de 80,616 milhões fixado pelo FC Porto em 2018/19, numa edição em que os ‘dragões’ foram afastados pelos ingleses do Liverpool nos quartos de final.

O Sporting nunca tinha arrecadado tanto dinheiro numa edição da Liga dos Campeões e bateu a marca cifrada na época passada, quando, na primeira edição com uma fase de liga de 36 equipas, em vez da fase de grupos disputada por 32, cedeu frente aos alemães do Borussia Dortmund no play-off de acesso aos ‘oitavos’ e terminou com 48,983 milhões de euros. O Sporting recebe o Arsenal na terça-feira, às 20h00, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, na abertura dos ‘quartos’ da Liga dos Campeões, estando a segunda mão agendada para 15 de abril, em Londres.

A exemplo de 2024/25, o Sporting entrou esta temporada diretamente no patamar principal da competição e captou, desde logo, 18,62 milhões. Houve ainda 15,232 milhões de euros provenientes do valor pilar, que está associado ao volume de mercado do respetivo país e ao coeficiente do clube no ranking da UEFA a cinco e 10 anos para as partes europeia e não europeia, respetivamente.

Nessa componente, o Sporting embolsou 9,35 milhões do fator europeu, no qual foi 27º — o montante mínimo de 935 mil euros foi multiplicado por 10 parcelas –, e 5,882 milhões no não europeu, ao ser 20º — 346 mil euros por 17.

Além do prémio inicial e do valor pilar, os ‘verdes e brancos’ ganharam dinheiro pelo desempenho a partir da fase de liga, na qual juntaram cinco vitórias, um empate e duas derrotas em oito jornadas e somaram 16 pontos, ficando no sétimo lugar, penúltimo de acesso direto aos ‘oitavos’.

Cada vitória rendeu 2,1 milhões, para um total de 10,5 milhões, e a única igualdade deu 700 mil euros, enquanto a classificação gerou 9,03 milhões de bónus – 30 parcelas multiplicadas por 301 mil euros, que já incluem o remanescente dos empates.

Como houve 25 igualdades nessa fase, num excedente de 17,5 milhões, cada lugar passou a valer 301 mil euros a mais face à posição imediatamente inferior, em detrimento dos 275 mil inicialmente tabelados pela UEFA.

O Sporting teve ainda dois milhões por terminar no top 8 e 11 milhões pela entrada automática nos ‘oitavos’, tornando-se o primeiro clube português a fazê-lo desde a mais recente mudança de formato no patamar principal da Liga dos Campeões.

Para já, e apesar de ter passado pela primeira vez os ‘oitavos’, introduzidos em 2003/04, o Sporting apresenta o valor mais baixo de prémios entre os oito finalistas, nos quais sobressaem os alemães do Bayern Munique, com 112,32 milhões.

Os ‘verdes e brancos’ evitaram, assim, o play-off, no qual o rival lisboeta Benfica, bicampeão europeu em 1960/61 e 1961/62, seria afastado pelos espanhóis do Real Madrid, recordistas de troféus (15), ao perder nas duas mãos (1-0 em casa e 2-1 fora), para um agregado de 3-1 na eliminatória.

Nos ‘oitavos’, o Sporting enfrentou o Bodo/Glimt, que começou por triunfar na Noruega (3-0), mas consentiu a reviravolta em Lisboa (5-0, após prolongamento), com os ‘leões’ a receberem uma bonificação de 12,5 ME.

Os 79,582 milhões de euros de prémios globais do Sporting ficam acima dos 53,097 milhões do Benfica e continuarão a aumentar se a equipa treinada por Rui Borges ultrapassar o Arsenal, vencedor da fase de liga da Liga dos Campeões e líder isolado da Premier League, rumo a uma inédita chegada às ‘meias’.

Nesse cenário, os ‘leões’ juntariam mais 15 milhões, podendo, depois, almejar 18,5 milhões com a presença na final, marcada para 30 de maio, na Puskás Arena, em Budapeste, na Hungria, e 6,5 mihões pela conquista do troféu.

A UEFA destina ainda quatro milhões de euros aos finalistas da Supertaça Europeia, a ser disputada em agosto entre os vencedores da Liga dos Campeões e da Liga Europa, com a equipa triunfante a ter uma verba adicional de um milhão.

Para já, e apesar de ter passado pela primeira vez os ‘oitavos’, introduzidos em 2003/04, o Sporting apresenta o valor mais baixo de prémios entre os oito finalistas, nos quais sobressaem os alemães do Bayern Munique, com 112,32 milhões. Seguem-se o Arsenal (109,737 milhões), os também ingleses do Liverpool (109,47 milhões), os franceses do Paris Saint-Germain (105,889 milhões), campeões europeus e intercontinentais, e os espanhóis do Real Madrid (102,619 milhões), do FC Barcelona (100,334 milhões) e do Atlético de Madrid (89,223 milhões)

O Sporting persegue também um trio inglês formado pelo Manchester City (96,973 milhões), o campeão mundial Chelsea (92,105 milhões) e o Tottenham (84,44 milhões), todos afastados nos ‘oitavos’ da prova, que distribui prémios totais de 2,467 mil milhões de euros aos clubes.

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