PGR alerta: nova vaga de burlas simula dívidas fiscais para enganar contribuintes

O Gabinete de Cibercrime da Procuradoria-Geral da República (PGR) alertou para uma nova campanha de burlas em curso em Portugal.

O Gabinete de Cibercrime da Procuradoria-Geral da República (PGR) alertou para uma nova campanha de burlas em Portugal, que utiliza mensagens enviadas por WhatsApp e correio eletrónico para enganar cidadãos com falsas dívidas fiscais.

Segundo a informação divulgada, os primeiros sinais desta campanha criminosa surgiram nas últimas semanas de março de 2026. As mensagens são enviadas de forma “massiva e indiscriminada, alegando que o destinatário tem valores em dívida à Autoridade Tributária e Aduaneira, exigindo o pagamento urgente para evitar consequências como penhoras”, diz a nota do gabinete de cibercrime.

As mensagens encaminham a vítima para um ‘link’, onde a mesma “pode consultar os detalhes” e o texto sublinha que tal pagamento é necessário “para evitar penhora”.

“Com esta formulação, pretendem os criminosos levar à reação urgente a esta mensagem, precipitando o pagamento impulsivo e pouco refletido de um valor”, alerta a PGR, acrescentando que, no passado, foram identificadas campanhas da mesma natureza, reclamando o pagamento de falsas dívidas à EDP, à Segurança Social, ao SNS e à própria AT.

Segundo a PGR as mensagens incluem dados para o pagamento por via do sistema bancário, através das caixas Multibanco (ATM) ou ‘homebanking’, mas este esquema agora detetado “é mais sofisticado e agressivo”.

Numa primeira fase, é solicitado o Número de Identificação Fiscal e a palavra-passe de acesso. Posteriormente, surge uma alegada dívida com indicação de valor e instruções de pagamento, frequentemente através de Multibanco ou homebanking, acompanhadas de avisos alarmistas sobre execução fiscal e penhora de bens.

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