Preços dos medicamentos em Portugal vão subir “mais tarde ou mais cedo”
A pressão sobre os custos de produção e a inflação podem levar a um aumento inevitável dos preços dos medicamentos na Europa, com Portugal a não escapar a esta tendência, alerta a Apifarma.
Os preços dos medicamentos em Portugal vão ter de subir “mais tarde ou mais cedo”, segundo João Almeida Lopes, presidente da Associação da Indústria Farmacêutica (Apifarma), devido à inflação e à pressão política, fatores que tendem a aproximar os preços europeus dos praticados nos Estados Unidos.
Em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, o presidente da associação que representa a indústria farmacêutica em Portugal explica que o custo do petróleo, dos seus derivados e de outros materiais, como plásticos, vidro e alumínio, tem impacto direto nos medicamentos, e que tarifas internacionais também contribuem para o aumento de preços. A Apifarma acrescenta que a Europa tem historicamente praticado preços muito mais baixos do que os EUA, especialmente em medicamentos inovadores, o que tende a criar uma convergência de valores.
Apesar das diferenças no mercado, com milhares de medicamentos distintos e geografias de produção variadas, João Almeida Lopes acredita que a cadeia de valor conseguirá alguma resiliência, evitando aumentos dramáticos de um dia para o outro, mas reconhece que a subida dos preços é “inevitável”.
Na semana passada, o presidente da divisão farmacêutica da Bayer já tinha avisado que os europeus terão de pagar preços mais elevados pelos medicamentos, sob pena de o continente deixar de ser um mercado atrativo para novos fármacos. Stefan Oelrich argumenta que os medicamentos mais caros vendidos aos utentes nos EUA permitem financiar a investigação necessária à descoberta de novos fármacos, beneficiando sobretudo os europeus. Também a Pfizer e a Novartis têm feito apelos recentes nesse sentido.
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