Europa e China lançam missão espacial conjunta
O projeto espacial procura compreender como as tempestades geomagnéticas podem perturbar as comunicações terrestres ou derrubar as redes elétricas.
A Europa e a China vão lançar um satélite numa missão espacial conjunta para estudar como o campo magnético da Terra protege o planeta da radiação solar nociva, em resposta à competição espacial que se intensifica. O projeto visa compreender como a turbulência solar produz “clima espacial” e, desse modo, prever tempestades geomagnéticas que podem perturbar as comunicações terrestres, derrubar redes elétricas e danificar equipamentos eletrónicos.
O Vega-C — um veículo de lançamento de pequenos e médios satélites desenvolvido pela Agência Espacial Europeia — está previsto lançar o satélite Smile de 2,3 toneladas, na quinta-feira. Irá descolar do centro Espacial da Guiana, na Guiana Francesa, na América do Sul, para uma órbita que o levará até a 121.000 km acima do Polo Norte. O projeto é o mais recente de uma sucessão de missões espaciais nos últimos 30 anos, de observação do Sol ou monitorização da Magnetosfera — o escudo magnético invisível que envolve a Terra — e da atmosfera da Terra.
O dispositivo de imagem ultravioleta do Smile conseguirá observar a aurora boreal sobre o Polo Norte continuamente durante até 45 horas. Além de mostrar o que acontece quando o vento solar encontra o escudo magnético da Terra, a missão ajudará os cientistas a prever tempestades geomagnéticas perigosas de forma mais rápida e precisa.
Os EUA e a China estão numa corrida para levar uma missão tripulada de regresso à Lua, no caso dos EUA através da missão Artemis IV está prevista a alunagem em 2028. Um projeto que envolve a Agência Espacial Europeia (ESA), que desenvolveu o módulo da cápsula Orion.
A China e a Europa estão empenhadas em manter relações para uma maior colaboração no espaço, contribuindo com instrumentos científicos para as naves espaciais um do outro. “As equipas científicas da Europa e da China têm trabalhado muito bem em conjunto, mas, neste momento, não há discussão sobre uma missão de seguimento”, afirmou Josef Aschbacher, diretor-geral da ESA, citado pelo Financial Times.
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