Preços da gasolina disparam 40% nos EUA desde início da guerra no Irão. Trump quebra promessa de os reduzir a metade
Os preços da gasolina, o combustível mais utilizado em ligeiros de passageiros nos Estados Unidos, subiram 40% desde o início da guerra com o Irão, deitando por terra uma promessa eleitoral.
“Dentro de um ano [a contar do início do respetivo mandato], terão faturas da eletricidade e faturas da energia, assim como a gasolina para o vosso carro, 5-0, 50% mais baratas do que são de momento”, afirmou Donald Trump, no período de campanha eleitoral, em outubro de 2024, perante o Clube de Economia de Detroit. Uma citação, recordada pelo Politico, e que envelheceu mal, não só à luz da evolução dos preços no primeiro ano de mandato mas, sobretudo, pelo disparo nos preços registado desde que começou a guerra no Irão.
Donald Trump tomou posse a 20 de janeiro de 2025. Nessa data, de acordo com os dados disponibilizados pela Administração Americana de Informação de Energia (EIA), registava-se um preço médio por galão de gasolina simples (regular) de 3,109 dólares. Um ano depois, na terceira semana de janeiro de 2026, terminada a dia 19, o galão marcava 2,806 dólares, abaixo do patamar do ano anterior mas muito acima dos prometidos cerca de 1,5 dólares. No final de março deste ano, a realidade virou a promessa do avesso: em vez de metade, o preço médio estava nos 3,99 dólares. 42,2% acima do preço que as gasolineiras ‘exibiam’ no início do mandato de Trump.
Já olhando ao período desde que os Estados Unidos e Israel lançaram o conflito no Irão até ao presente, a subida começa nos 2,94 dólares correspondentes ao dia 23 de fevereiro – o conflito teve início no sábado, dia 28 – e “salta” para a média de 4,12 dólares a 6 de abril, 40% acima do nível pré-guerra.
Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.
De acordo com o site da Associação Automóvel Americana (AAA), há nove Estados especialmente castigados, com preços entre os 4,25 e os 5,93 dólares. São eles Washington, Oregon, Idaho, Califórnia, Nevada, Arizona, Alasca, Havai e Illinois. O Estado com o preço mais elevado é a Califórnia, que marca os 5,929 dólares, enquanto o Oklahoma fica pelos 3,27 dólares, o preço médio mais baixo do país.

O preço médio mais elevado de sempre nos Estados Unidos, de acordo com a AAA, data de 14 de junho de 2022, quando tocou os 5,016 dólares. Na altura, lê-se no The Guardian, o preço refletia o aumento rápido da procura que se seguiu à paralisação durante a pandemia de covid-19, e que ditou disrupções na produção. A isto somou-se outra agravante, as sanções impostas à Rússia, por parte da União Europeia e pelos Estados Unidos, na sequência da invasão russa à Ucrânia. Sendo a Rússia um grande produtor de petróleo, estas sanções vieram pressionar um mercado já desequilibrado.
No último boletim de Perspectivas de Curto Prazo da Energia, a EIA agravou as suas perspetivas para o preço da gasolina em 2026 em quase 15%, apostando nos 3,34 dólares por galão, quando anteriormente apontava para os 2,91 dólares. Olhando para 2027, espera uma evolução positiva, em baixa, para os 3,18 dólares.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Preços da gasolina disparam 40% nos EUA desde início da guerra no Irão. Trump quebra promessa de os reduzir a metade
{{ noCommentsLabel }}