Radares, aviões, drones… Guerra com Irão poderá já estar a custar até 31 mil milhões aos EUA
A administração Trump já pediu um reforço de 200 mil milhões de dólares ao Congresso para custear a ação militar no Médio Oriente.
Danos com porta-aviões, abate de caças, de drones, destruição de radares e o envio de recursos adicionais para responder à escalada da guerra com o Irão poderá já estar a custar aos EUA até 31 mil milhões de dólares, apontam estimativas de especialistas ouvidos pelo Financial Times. A Administração Trump já pediu um reforço de 200 mil milhões de dólares ao Congresso para custear a ação militar no Médio Oriente, designada de Operação Fúria Épica.
“Equipamentos danificados podem, por vezes, ser reparados em dias, enquanto alguns sistemas destruídos levarão anos para serem substituídos individualmente”, aponta Elaine McCusker, investigadora sénior do American Enterprise Institute (AEI) e antiga funcionária sénior do orçamento do Pentágono, citada pelo Financial Times.
A especialista aponta para custos, desde o arranque do conflito no final de fevereiro, entre 22,3 mil milhões e 31 mil milhões de dólares. Esta avaliação, de cinco semanas de conflito, incluem envio de recursos adicionais, mas também entre 2,1 mil milhões e 3,6 mil milhões de dólares com danos sofridos e substituição de equipamentos. O maior custo será com a reparação do USS Gerald R. Ford, porta-aviões retirado da região após um incêndio numa lavandaria e o custo de um sistema de alerta antecipado de mísseis balísticos danificado por um drone no Qatar, refere o jornal.
Os ataques iranianos a sistemas de radar e comunicações em bases americanas no Médio Oriente e aos aviões de reabastecimento também estão a ter custos elevados. O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) aponta que a guerra está a custar aos EUA cerca de meio mil milhões de dólares por dia, com pelo menos 1,4 mil milhões em perdas e danos em infraestruturas nos primeiros seis dias da guerra.
“Os detalhes ainda são muito limitados. O custo pode ser significativamente maior, dependendo dos equipamentos que estavam dentro das instalações atingidas”, aponta Mark Cancian, consultor sénior de defesa e segurança no CSIS, citado pelo FT.
Só a substituição do Boeing E-3 Sentry, destruído pelo Irão, deverá custar 700 milhões de dólares. Há também radares danificados na Jordânia e Qatar que estão a gerar preocupação junto dos especialistas, dada a sua relevância para a defesa antimíssil. Dois AN/TPY-2 terão sido danificados e cada um tem um custo de cerca de 485 mil milhões de dólares.
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