Reino Unido fecha bases aos EUA para os ataques a energéticas iranianas
O governo do Reino Unido sinalizou que não vai permitir que os EUA utilizam bases militares britânicas para atacar infraestruturas energéticas iranianas.
O governo britânico sinalizou que não vai permitir que os EUA utilizem bases militares britânicas para ataques a infraestruturas energéticas ou civis iranianos, depois do Presidente Donald Trump ter ameaçado uma escalada das operações contra Teerão, ameaçando atacar centrais elétricas e pontes se o Irão não aceitar acordo para o fim do conflito e reabrir Ormuz.
O porta-voz do Primeiro-Ministro britânico Keir Starmer, Tom Wells, reafirmou na terça-feira que a posição do Reino Unido sobre o conflito no Médio Oriente não mudou. Os EUA só podem usar as bases britânicas na RAF Fairford, em Gloucestershire, Inglaterra, e em Diego Garcia, no Oceano Índico, para o que o governo britânico apelidou de missões “defensivas“. “Os nossos princípios têm sido claros desde o primeiro dia. A nossa posição sobre isto não mudou”, disse Tom Wells, citado pela Bloomberg.
“O acordo em vigor é que os EUA utilizem as bases britânicas para a autodefesa coletiva da região, incluindo operações defensivas dos EUA para comprometer locais de mísseis e capacidades usadas para atacar navios no Estreito de Ormuz”, afirmou Wells, em citação à Bloomberg.
Tom Wells não adiantou se o Reino Unido consideraria a destruição de infraestruturas civis pelos EUA um crime de guerra.
As declarações do porta-voz de Starmer são mais um sinal difícil relação diplomática entre o governo do Primeiro-Ministro britânico com o presidente dos EUA, Donald Trump.
O Reino Unido, juntamente com vários países europeus NATO, como é o caso da França e Espanha, têm vindo a impedir ou constranger o uso de base militares ou a fechar o espaço aéreo aos aviões norte-americanos em trânsito para o conflito no Médio Oriente.
A posição dos países europeus aliados da NATO já gerou fortes críticas de Trump, que ameaça com a retirada do país da Aliança Atlântica.
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