Exclusivo Americana Weather Stream lança satélite e prepara expansão em Portugal

A constelação GEMS – Global Environmental Monitoring System – será lançada de forma faseada nos próximos quatro anos, o plano atual define 48 satélites em órbita a partir de 2030.

A americana Weather Stream acaba de lançar o primeiro de 48 satélites da futura constelação GEMS e tem planos de expandir a operação em Portugal. Até 2028, quer ter em Coimbra entre 15 a 20 pessoas com competências associadas à meteorologia.

“Até aqui foi feito o processo de licenciamento do satélite junto da ANACOM, com o lançamento a empresa prepara-se para acelerar a atividade”, adianta David Gallaher, cofundador da empresa americana e diretor-geral da Weather Stream em Portugal, ao ECO/eRadar.

“Pretendemos criar um núcleo de 15 a 20 pessoas, até 2028, centrado em competências associadas à meteorologia (formações em matemática, física e ciências climáticas, e informática na vertente de processamento de dados)”, refere, adiantando que a companhia “está a desenvolver parcerias em Portugal e na Europa para garantir uma diversificação da sua cadeia de valor e a escolha de Coimbra está associada ao reconhecimento do conhecimento que é partilhado e criado na Universidade”.

Temos um plano de desenvolvimento associado a grupos de investigação nacionais ligados ao setor, a quem irá disponibilizar os dados abertamente“, refere ainda.

Pretendemos criar um núcleo de 15 a 20 pessoas, até 2028, centrado em competências associadas à meteorologia (formações em matemática, física e ciências climáticas, e informática na vertente de processamento de dados).

Estamos a desenvolver parcerias em Portugal e na Europa para garantir uma diversificação da sua cadeia de valor e a escolha de Coimbra está associada ao reconhecimento do conhecimento que é partilhado e criado na Universidade.

David Gallaher

Diretor-geral da Weather Stream Portugal

De origem americana, a Weather Stream “incorpora em Portugal porque o país tem uma lei do espaço única no contexto da União Europeia que permitiu acelerar o processo de registo e licenciamento do satélite agora lançado”, justifica David Gallaher. “O objetivo é manter a constelação registada em Portugal, e isto significa que os dados recolhidos estarão sujeitos às regras da União Europeia, permitindo à Weather Stream abrir o mercado europeu”, explica o diretor-geral.

A empresa “não constrói satélites, mas detém a tecnologia única do instrumento de microondas, que fabrica nos Estados Unidos e integra nos satélites que está a colocar em órbita. O que foi agora lançado foi produzido e integrado na Dinamarca. Além da vertente comercial, em Portugal, a empresa irá focar-se na receção dos dados, na sua calibração e no seu processamento”, aponta o cofundador.

Satélite foi licenciado em Portugal

Fundada em 2015, em Boulder, Colorado, Estados Unidos, a empresa conta com 36 colaboradores e, além de Portugal tem também uma presença no Reino Unido. No ano passado terá registado um volume de negócios a rondar os 5 milhões de dólares, segundo adianta o cofundador. A companhia concentra-se na comercialização de dados meteorológicos, que serão recolhidos pela constelação de satélites GEMS, e na comercialização das plataformas de dados WeatherRecord e WeatherLock.

“A Weather Stream desenvolve algoritmos para análise de dados, mas sobretudo trabalha com parceiros que já desenvolveram soluções relevantes que podem beneficiar de dados adicionais, com maior resolução temporal”, explica David Gallaher.

Este é o primeiro satélite de uma constelação. A constelação GEMS – Global Environmental Monitoring System – será lançada de forma faseada nos próximos quatro anos, o plano atual define 48 satélites em órbita a partir de 2030, o que permitirá recolher dados meteorológicos com uma resolução temporal inferior a 15 minutos à escala global.

David Gallaher

Diretor-geral da Weather Stream Portugal

No final de março enviou para o espaço o GEMS2-Amethyst, um pequeno satélite, licenciado em Portugal, o primeiro do sistema Global Environmental Monitoring System (GEMS) da empresa. Este satélite observa a “radiação de microondas e captará perfis tridimensionais de temperatura e humidade, da superfície terrestre até à estratosfera, fornecendo um tipo de dados que melhorará de forma significativa a precisão das previsões meteorológicas”, explica a companhia e, com isso, ajudar a proteger infraestruturas e a apoiar decisões críticas em setores como agricultura, aviação, energia e gestão de emergências.

“Este é o primeiro satélite de uma constelação. A constelação GEMS – Global Environmental Monitoring System – será lançada de forma faseada nos próximos quatro anos, o plano atual define 48 satélites em órbita a partir de 2030, o que permitirá recolher dados meteorológicos com uma resolução temporal inferior a 15 minutos à escala global”, adianta David Gallaher.

“O satélite está ‘saudável’ e o processo de validação em órbita está a decorrer normalmente. Esperamos ter dados já em maio“, refere ainda. “Os próximos instrumentos e satélites já estão em produção.”

O desenvolvimento do instrumento e o financiamento do GEMS01 e agora o GEMS02 foi conseguido “com fundos próprios”, sendo que a empresa tem contratos com a NASA, Força Aérea dos Estados Unidos, NOAA, entre outras entidades.

A empresa está agora numa fase de expansão, com a equipa a crescer, o que “permite também acelerar as negociações que estão em curso com potenciais investidores”, diz o cofundador, sem mais detalhes.

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