Bolsas celebram cessar-fogo com ganhos até 4%. PSI soma apenas 1% com Galp a derrapar
Como seria de esperar, os mercados rapidamente ajustaram-se às boas novas do Médio Oriente. Maior apetite pelo risco levou bolsas europeias a subirem 4%. Petróleo afundou. Euro ganhou (muito) terreno.
Os investidores respiraram de alívio com o anúncio de última hora de Donald Trump sobre o acordo com o Irão para um cessar-fogo de duas semanas. As bolsas europeias tiveram um dia para a história, com ganhos até 4%. Por cá, o PSI somou menos de 1% com o peso pesado Galp a pressionar e a derrapar por causa da queda abrupta dos preços do petróleo.
O índice de referência do Velho Continente, o Stoxx 600, ganhou mais de 3%, e o Euro Stoxx registou a melhor sessão em dois anos. Os ganhos nas importantes praças de Madrid, Paris e Frankfurt situaram-se entre os 3% e os 4%.
Banca e aviação foram setores em evidência com a abertura do Estreito de Ormuz a abrir o apetite pelo risco e a levar a um afundanço dos preços do barril de petróleo. A cair mais de 15%, o barril de Brent já está a negociar abaixo dos 100 dólares depois de quase um mês a fechar acima dessa fasquia, mas os analistas avisam para a fragilidade do cessar-fogo que, a qualquer momento, podem fechar o estreito do Golfo Pérsico.
“O acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão por duas semanas, que prevê a suspensão dos ataques norte-americanos em troca da reabertura do Estreito de Ormuz, uma via crucial para o transporte global de energia, trouxe grande otimismo aos investidores, provocando uma queda abrupta nos preços do petróleo”, referiram os analistas da sala de mercados do BCP.
“Ainda assim, durante a tarde surgiram algumas notas de instabilidade, perante notas de que a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz teria sido interrompida em consequência dos ataques israelitas ao Líbano”, acrescentaram.
Por cá, o BCP deu um salto de 4%. O índice que acompanha o setor financeiro na Europa somou quase 6% com subidas acentuadas da banca francesa, italiana e alemã. E companhias aéreas como a Easyjet ou Lufthansa ‘voaram’ 10%.
A bolsa nacional também fechou o dia em alta, mas a subida foi mais modesta: ganhou ‘apenas’ 0,89% para 9.450,19 pontos. As construtoras Mota-Engil e Teixeira Duarte dispararam 8% e puxaram o PSI para cima. A Galp caiu mais de 5% e puxou o PSI para baixo.
Ainda assim, a sessão foi positiva para a maioria das cotadas. REN e as duas EDP também caíram, mas as perdas foram ligeiras. Do lado dos ganhos destacaram-se ainda os CTT (4,92%) e ainda Semapa, Jerónimo Martins, Navigator e Sonae, que valorizaram mais de 2%.
Do outro lado do Atlântico o panorama é o mesmo: os três principais índices de Wall Street avançam 2,5% com o setor tecnológico em evidência.
No mercado cambial, o dólar cede para mínimos de um mês em relação a um cabaz de várias moedas. Em relação ao euro, a moeda americana cai 0,88% para a casa dos 0,85 euros.
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