Galp cai 8% com setor e petróleo em queda livre após acordo no Irão

Brent está a corrigir quase 15% perante o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão e a levar a um afundanço das ações do setor petrolífero. A Galp cede perto de 8%.

A Galp está a cair perto de 8% e a travar ganhos mais ambiciosos na bolsa de Lisboa, mas não é a única petrolífera em queda livre. A Repsol e outros players do setor também cedem na mesma linha. Isto depois de o preço do barril de petróleo estar a tombar com o acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão que vai reabrir o Estreito de Ormuz.

As ações da companhia portuguesa perdem 7,81% para 19,47 euros, o valor mais baixo desde 5 de março, já depois do início do conflito no Médio Oriente. A Galp chegou a superar os 22 euros a 19 de março.

Também a Repsol está a cair de forma abrupta na praça de Madrid, com os títulos da petrolífera espanhola a recuarem 8,2% para 21,99 euros. A Equinor da Noruega chegou a perder mais de 10% e a francesa TotalEnergies cerca de 9%. O índice europeu de Oil & Gas perde mais de 4%.

Galp em queda

Enquanto os investidores respiram de alívio e regressam aos mercados acionistas em força, o setor petrolífero segue uma tendência inversa, pressionados pela desvalorização acentuada dos preços do petróleo.

O barril de Brent cai 13,71% para 94,32 dólares, o valor mais baixo desde 11 de março, com a perspetiva de o Estreito de Ormuz, onde passa 20% do consumo mundial de petróleo, voltar a permitir a passagem de navios. Em abril já corrige 20% desde o início deste mês, após disparar 64% em março.

Trump anunciou esta madrugada em Washington que chegou a um acordo com Teerão para uma pausa de duas semanas nos ataques e que estava condicionado à reabertura imediata e segura do estreito do Golfo Pérsico.

Os analistas da XTB lembram, porém, que o tráfego pelo Estreito de Ormuz poderá permanecer limitado a 10–15 navios por dia”. “Tal implicaria a persistência de estrangulamentos e problemas de abastecimento. O Irão poderá também introduzir taxas e controlar o trânsito. Isto sugere que o crescimento da oferta poderá permanecer estruturalmente limitado”, afirmam.

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