Secretas portuguesas alertam para ataque de ciberespionagem militar russo
O ataque à escala global pelo GRU visava o comprometimento de routers para obter "informação sensível" governamental, militar e referente a infraestruturas críticas.
O Serviço de Informações de Segurança (SIS) emitiu um alerta para um ataque de ciberespionagem à escala global pelo serviço de informações militar russo GRU, com o comprometimento de routers, visando intercetar “informação sensível de natureza governamental, militar e referente a infraestruturas críticas”.
“O serviço de informações militar russo GRU executou uma operação de ciberespionagem de escala global, destinada ao comprometimento de routers, com o objetivo de intercetar e de exfiltrar informação sensível de natureza governamental, militar e referente a infraestruturas críticas”, alerta o SIS, juntando-se ao alerta já emitido por parceiros na Alemanha, Canadá, Chéquia, Dinamarca, Eslováquia, Estados Unidos da América, Estónia, Finlândia, Itália, Letónia, Lituânia, Noruega, Polónia, Roménia e Ucrânia.
O alerta coordenado visa “alertar o público e encorajar os defensores das redes e proprietários dos aparelhos a tomarem as ações necessárias para reduzirem o potencial e a superfície destes ataques”.
“Com base na exploração hostil destes equipamentos, a unidade cibernética do GRU — popularmente conhecida por ‘APT28’, ‘Fancy Bear’ e ‘Forest Blizzard’ — conseguiu, desde 2024, comprometer, não apenas credenciais e tokens de autenticação, mas também comunicações por email e dados de navegação na internet protegidos por protocolos SSL e TLS, redirecionando o tráfego online que transita pelos routers das vítimas para infraestrutura informática remota e sob o controlo do agente de ameaça”, aponta o SIS.
Para as Secretas Portuguesas, esta operação levada a cabo pela unidade cibernética do GRU enfatiza a “sofisticação, a clandestinidade e o alcance global de agentes de ameaça que regularmente atuam no ciberespaço para a prossecução encoberta de objetivos táticos e estratégicos de Estados hostis”.
“O resultado foi o comprometimento de informação sensível e da privacidade digital de cidadãos e de instituições dispersas à escala internacional”, aponta.
O SIS pede para quem suspeite de ter sido visado ou comprometido com esta operação para contactar os serviços ou qualquer uma das entidades nacionais competentes em cibersegurança nacionais.
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