Sindicatos aceitam proposta da Meo para aumentos de 2,5% e salário mínimo em 970 euros
O acordo prevê o aumento de vencimentos em 2,5% para os trabalhadores com efeitos a 1 de julho, a atualização do subsídio de refeição para 10,46 euros e o de subsídio de pequeno-almoço para 3,4 euros.
Os trabalhadores da Meo vão ter um aumento de 2,5% do salário base, para um mínimo garantido de 970 euros por mês, a partir de 01 de julho, anunciaram esta quarta-feira os sindicatos representativos, em comunicado conjunto. Segundo o SINTTAV, SNTCT, STT, Sindetelco, Sicomp, Tensiq, FE e Sinquadros, o acordo alcançado, embora “seja limitado face ao aumento do custo de vida”, fica acima da proposta inicial da empresa.
O texto sublinha que a convergência entre os oitos sindicatos e a pressão durante o processo “foram determinantes para conseguir avanços”, como a subida para 24 dias de férias por ano ou a consagração do dia 31 de dezembro como dispensa genérica no acordo coletivo de trabalho.
O acordo prevê o aumento de vencimentos em 2,5% para a totalidade dos trabalhadores com efeitos a 1 de julho, a atualização do subsídio de refeição para 10,46 euros e o de subsídio de pequeno-almoço para 3,40 euros. Além disso, ficou estabelecido um salário mínimo garantido de 970 euros para quem estiver a serviço (980 euros na Madeira e 966 nos Açores).
Em comunicado, a Meo saudou a revisão do acordo coletivo, dizendo que “resulta de um processo de diálogo construtivo com as estruturas sindicais, num contexto exigente para o setor e para a economia”. “Este acordo traduz o compromisso da empresa com a valorização das suas pessoas, assegurando simultaneamente a sustentabilidade do negócio”, aponta a empresa de telecomunicações.
Os sindicatos referem que o acordo coletivo é “um instrumento essencial de progresso social e solidariedade” que garante a preservação dos direitos. “Importa sublinhar que estas alterações não resultam de qualquer iniciativa espontânea da empresa, mas sim da ação firme e determinada destes sindicatos, que desde o primeiro momento rejeitaram as propostas iniciais e exigiram uma resposta mais justa para quem diariamente garante os resultados da empresa”, enfatizam.
Os sindicatos disseram ainda que vão entregar à presidente executiva (CEO) da Meo, Ana Figueiredo, uma declaração “reivindicando o compromisso da reabertura do processo negocial caso a inflação registe uma subida significativa”. Do lado da Meo, a empresa acredita que este acordo “é um passo consistente” com a sua estratégia.
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