Porta-drones da Marinha tem sistema de comunicações da EID
A EID instala pela primeira vez num navio da Marinha todos os sistemas de comunicações em rede. Navio NRP D. João II é uma plataforma naval multifuncional e representa uma nova geração de navios.
A EID, empresa portuguesa especializada no desenvolvimento de sistemas avançados de comunicação para defesa, vai implementar todos os sistemas e subsistemas de comunicações em rede do NRP D. João II, o porta-drones da Marinha Portuguesa. O navio tem entrega prevista na segunda metade do ano.
“A integração, pela primeira vez, do ICCS7 representa um marco estratégico para a EID e demonstra a nossa capacidade de inovar e responder aos desafios operacionais mais exigentes. Este projeto reflete o nosso compromisso contínuo com a Marinha Portuguesa, através de soluções tecnológicas avançadas que reforçam a eficácia, a interoperabilidade e a segurança das operações navais”, afirma Vasco Lobo, Administrador e CFO da EID, citado em comunicado.
A empresa vai instalar pela primeira vez num navio da Marinha todo o sistema de rede C4I (comunicações, comando, controlo, computadores e inteligência), utilizando o mais recente Sistema Integrado de Controlo de Comunicações 7 (ICCS7), cumprindo os requisitos nacionais e da NATO.

Recentemente, a EID fechou um contrato com a Marinha Portuguesa de 42,3 milhões de euros para o fornecimento sistemas integrados de controlo de comunicações (SICC) em mais de uma dezena de navios, entre as quais as fragatas Vasco da Gama, permitindo a “gestão centralizada e o controlo de todas as comunicações essenciais às operações no mar”. Um investimento assegurado pela Lei da Programação Militar, tal como noticiou em fevereiro o ECO/eRadar. O contrato prevê a instalação deste sistemas de comunicações no NRP D. João II, confirmou o ECO/eRadar junto a porta-voz da Marinha Portuguesa.
Conhecido como o primeiro porta-drones da Armada nacional, sendo igualmente o primeiro na Europa, o navio NRP D. João II é uma plataforma naval multifuncional, com capacidade para operar equipamentos não tripulados, representando assim uma nova geração de navios. Estes navios são concebidos para responder a um amplo espetro de missões, incluindo vigilância marítima, apoio humanitário, investigação científica e monitorização ambiental, implicando um investimento de 132 milhões de euros, dos quais 94,5 milhões de euros via Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O navio, que está a ser construído na Roménia, nos estaleiros navais da Damen, em Galati, teve esta semana a cerimónia de flutuação, um dos passos para testar a sua operacionalidade. A entrega do navio está prevista para o segundo semestre.
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