Vidros e azulejos disparam e pressionam custos de construção. Mas é a mão de obra que mais penaliza
Construir uma casa nova era quase 5% mais caro em fevereiro do que um ano antes. Mão de obra estava 8% mais cara e, entre os materiais, registaram-se aumentos de 20% no vidro e de 15% nos azulejos.
A pensar em construir uma casa? Prepare-se para pagar mais do que há um ano. A subida de 4,7% dos custos de construção de habitação nova registada em fevereiro é explicada, principalmente, pelo aumento do preço da mão de obra. E representa uma aceleração de quase um ponto percentual face a janeiro.
Quem já procurou empresas de construção sabe que os preços estão elevados e que há falta de mão de obra. Aliás, é um dos fatores a exacerbar a crise da habitação que assola Portugal. Concretamente, em fevereiro, a mão de obra estava 8,2% mais cara do que um ano antes.
Estes dados são compilados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e divulgados mensalmente. Mas o índice considera ainda os preços dos materiais, cujo encarecimento também contribuiu para o aumento geral do custo de erguer uma nova habitação.
Segundo o INE, os materiais aumentaram 1,7% em fevereiro. “Entre os materiais que mais influenciaram positivamente a variação agregada do preço estão os ‘Vidros e espelhos’, com uma subida de cerca de 20%, os ‘Azulejos e mosaicos’ e o ‘Fio de cobre nu’ com cerca de 15% acima do período homólogo”, destaca o INE esta quinta-feira.
Nem tudo são más notícias para quem quer construir casa. Os ‘Betumes’ desceram 20% e os ‘Materiais de revestimentos, isolamentos e impermeabilização’ tiveram uma queda de 10%.
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