Canadá quer aderir caça de sexta geração com Reino Unido, Itália e Japão
Canadá quer fazer parte do programa conjunto de desenvolvimento de um futuro caça de sexta geração do Reino Unido, Itália e Japão, cuja primeira entrega está prevista para 2035.
O Canadá quer fazer parte do programa conjunto de desenvolvimento de um futuro caça de sexta geração do Reino Unido, Itália e Japão. O país procura participar no Global Combat Air Programme (GCAP) como observador, numa tentativa de diversificar compras no setor da defesa e fortalecer laços com novos parceiros comerciais, noticia o Financial Times.
Um responsável do governo canadiano afirmou que os esforços de Ottawa de aderir ao projeto fazem parte do plano de “diversificar a aquisição de defesa e desenvolver parcerias com aliados de ideias semelhantes“. O Canadá já enviou um pedido formal ao Reino Unido e irá enviar cartas para o Japão e Itália, disse um oficial do governo ao jornal britânico.
O estatuto de observador concederia ao Canadá acesso a certas informações confidenciais do projeto enquanto pondera se quer participar como comprador ou parceiro de desenvolvimento conjunto numa fase posterior.
Responsáveis familiarizados com o projeto afirmaram que a admissão do Canadá era “altamente provável”, apesar de ter existido inicialmente divisão entre o trio original quanto à expansão do grupo. A entrada do país no programa poderá ser decidida numa reunião em julho, refere o jornal.
Na semana passada, o Reino Unido, Itália e Japão assinaram um contrato de 686 milhões de libras (cerca de 786 milhões de euros) para trabalhos essenciais de engenharia e de projeto para o Global Combat Air Programme, que tem como meta fazer a primeira entrega de um caça de sexta geração até 2035.
O trio de países fundadores do projeto tinha fluxos de financiamento separados para o programa, em vez de financiamento distribuído por meio da entidade trilateral que supervisiona o programa, a Edgewing — consórcio industrial formado pela BAE Systems, a italiana Leonardo e a Japan Aircraft Industrial Enhancement, apoiada pela Mitsubishi Heavy Industries. Este financiamento é uma medida provisória para dar tempo ao Reino Unido de concretizar o seu plano de investimento de defesa para a próxima década antes de uma injeção maior e de longo prazo, referiu na altura o Financial Times.
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