Montenegro defende banco público nos 150 anos da Caixa: “É bom para a estabilidade”

Caixa celebra 150 anos numa cerimónia em que o primeiro-ministro aproveitou para defender a existência de um banco público. "É bom para a estabilidade", salientou Luís Montenegro.

O primeiro-ministro defendeu esta sexta-feira a existência de um banco público como a Caixa Geral de Depósitos (CGD), a celebrar 150 anos. Para Luís Montenegro, “termos um banco com capitais exclusivamente públicos é fundamental para a estabilidade do sistema financeiro. É bom para servir melhor as pessoas e as empresas e é bom para estabilizar o sistema financeiro”.

O governante lembrou ainda que essa vontade política de ter um banco detido pelo Estado “é apoiada pela maioria dos portugueses”, mas o caminho da Caixa nem sempre foi positivo.

“Nem sempre foi o motor da atividade económico do país, há que reconhecer. Houve períodos em que essa relação não foi tão estreita como acontece hoje”, recordou na abertura da conferência Fora de Caixa que assinala os 150 anos do banco público.

Há dez anos, por conta de muitos problemas com crédito malparado, a Caixa foi alvo de uma recapitalização pública de cinco mil milhões de euros, sendo que o banco já devolveu praticamente todo o dinheiro ao Estado.

Montenegro sublinhou que essa devolução representa “um elemento assinalável da gestão do banco e das finanças públicas”. “Dá credibilidade ao sistema financeiro e performance financeira do Estado”, indicou.

Neste particular, o primeiro-ministro destacou os “dividendos que a Caixa remete para as finanças públicas” e que se traduzem na sustentabilidade da coesão social.

Sublinhando o papel do banco público na valorização do território, Montenegro frisou ainda que a Caixa tem sido um dos agentes com maior preponderância na transformação da economia.

A Caixa tem sido “uma forma de regular, marcar o passo do mercado financeiro. Sempre defendi isso, mesmo quando não o fazia. Se a Caixa estiver ativa, proativa e competitiva no crédito às famílias, habitação, empresas, com certeza arrastará consigo a concorrência”, salientou.

“Esse papel da Caixa não podem nem deve ser desperdiçado”, defendeu.

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