Observadores internacionais registam forte afluência às urnas nas legislativas da Hungria
Observadores internacionais registaram uma "forte afluência" às urnas nas legislativas da Hungria, a ser acompanhadas por "uma das maiores missões" de sempre da OSCE.
Os Observadores internacionais registaram este domingo uma “forte afluência” às urnas nas legislativas da Hungria, a ser acompanhadas por “uma das maiores missões” de sempre da OSCE, que destaca “um grande interesse regional” nestas eleições. “Fomos à abertura às seis da manhã e estamos a ver que há uma forte afluência. Havia pessoas na fila à espera, pessoas de todas as idades. Conhecemos uma senhora de 95 anos. Vimos crianças pequenas a chegar com os pais“, comentou a deputada britânica Rupa Huq, chefe da delegação da Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (AP-OSCE).
É uma “eleição importante” e “parece que as pessoas querem votar”, referiu a responsável, que hoje de manhã visitou uma assembleia de voto numa escola em Peste, na capital húngara, juntamente com outros membros da equipa.
Além da AP-OSCE, a missão internacional de observação eleitoral integra elementos do Escritório para as Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR, na sigla em inglês) e da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, num total de quase 400 observadores de longo e de curto prazo. “É uma missão enorme, uma das maiores missões alguma vez implementadas pela OSCE em qualquer país, e é claro que há um grande interesse em toda a região nestas eleições“, disse Sargis Khandanyan, coordenador especial e chefe da missão de observação de curto prazo da OSCE.
Para o responsável, as legislativas de hoje na Hungria “são eleições importantes e estão a ser muito discutidas em todos os países europeus, e não só nos países europeus”. “Penso que os políticos estão muito interessados em fazer parte da missão de observação para ver com os seus próprios olhos como está a correr“, referiu Khandanyan.
Cerca de 8,1 milhões de húngaros são chamados hoje a escolher os 199 membros do próximo parlamento, nas eleições mais disputadas dos últimos anos e que estão a ser consideradas decisivas, quando o líder da oposição, Péter Magyar (Tisza, centro-direita), surge à frente nas sondagens e com a possibilidade de pôr um fim a 16 anos de governação do primeiro-ministro ultraconservador Viktor Orbán (Fidesz).
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