Angola quer ajuda de Macau para atrair seguradoras chinesas
A Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (Arseg) assinou um acordo com a Autoridade Monetária de Macau que quer abrir portas à entrada de seguradoras chinesas em Angola.
A Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (Arseg) assinou esta segunda-feira um acordo com o regulador financeiro de Macau que poderá ajudar Angola a atrair seguradoras da China, disse esta segunda-feira à Lusa a reguladora.

“A China é um mercado amplo com bastante experiência para o setor angolano e Macau tem-se constituído uma plataforma de aproximação dos países de língua portuguesa”, referiu a presidente da Arseg.
A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003.
Após assinar o acordo de cooperação com a Autoridade Monetária de Macau (AMCM), Filomena Manjata recordou que desde 2024 que Angola permite a operação de seguradoras e resseguradoras estrangeiras.
“Temos recebido várias manifestações de interesse. Entretanto nenhuma concretização ainda, mas o nosso mercado está aberto. Já estão reunidos todos os requisitos a que os proponentes devem fazer jus”, disse a dirigente.
A presidente da Arseg sublinhou que “há bastantes chineses em Angola e há de facto muitas oportunidades para a China no mercado segurador angolano”.
Cerca de 50 mil chineses trabalham e vivem em Angola, de acordo com a última estimativa, fornecida à imprensa local em 2024 pelo embaixador chinês em Luanda, Zhang Bin.
O Banco da China, uma instituição estatal, tem uma sucursal em Angola desde 2016 e “acabou de se registar como um mediador de seguros” no mercado angolano, revelou Filomena Manjata.
A presidente da Arseg disse que “a regulamentação e a supervisão assistida” podem facilitar o acesso de Angola ao mercado financeiro chinês, que descreveu como “muito grande”.
Por outro lado, Manjata referiu que o protocolo com a AMCM permite também reforçar “os mecanismos de proteção que a população tem à sua disposição” em Angola.
“Macau estando num patamar mais avançado em relação às matérias de regulação e supervisão, para nós faz-nos todo o sentido beber desta experiência”, explicou a dirigente.
A ministra das Finanças de Angola visitou a China entre 23 e 27 de março, onde procurou apoio para a emissão de dívida pública angolana no mercado financeiro de Hong Kong, disse o Governo de Luanda.
Vera Daves de Sousa discutiu ainda com a antiga Presidente brasileira Dilma Rousseff (2011-2016), atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, a eventual adesão de Angola à instituição.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Angola quer ajuda de Macau para atrair seguradoras chinesas
{{ noCommentsLabel }}