Caderno Azul, de João Borges de Oliveira, entra no capital da MOP

A venda da MOP era um tema recorrente no mercado há vários anos. O acionista do Correio da Manhã e do Now entra agora no capital.

A Caderno Azul, do empresário João Borges de Oliveira, acionista da Medialivre e da Altri, vai entrar no capital da MOP – Multimédia Outdoors Portugal.

A notificação do negócio surge esta segunda-feira no site da Autoridade da Concorrência (AdC). “A operação de concentração consiste na aquisição, pela Caderno Azul de uma participação na MOP suscetível de lhe atribuir, em conjunto com a Explorer, atual acionista, controlo sobre a MOP”, lê-se na nota publicada esta segunda-feira no site da AdC, sem mais detalhes.

Contactada pelo +M, a Explorer Investments diz que “concretizou uma parceria estratégica que prevê a entrada do Caderno Azul, sociedade detida por João Borges de Oliveira, como acionista minoritário da MOP – Multimédia Outdoors Portugal. O investimento conjunto reflete a forte convicção dos investidores no dinamismo do setor da publicidade exterior e no potencial de crescimento da MOP, que tem reforçado a sua presença em Portugal, nomeadamente através da expansão da sua cobertura nacional e do desenvolvimento acelerado da sua rede digital”, revela fonte oficial da Explorer ao +M.

Com este reforço acionista, a MOP está melhor posicionada para liderar o mercado de outdoor em Portugal, um meio que continua a assumir um papel central nas estratégias de comunicação das marcas”, prossegue a Explorer, sem divulgar a participação vendida ou o montante do negócio.

“O novo plano de investimento prevê a implementação de diversos novos formatos publicitários, maioritariamente digitais, distribuídos por vários segmentos e localizações estratégicas em todo o país. Inclui ainda o reforço da parceria estratégica com a Galp, ampliando de forma significativa a oferta de soluções OutofHome de última geração”, conclui a Explorer.

A eventual venda da MOP é um tema recorrente no mercado. Detida maioritariamente pelo fundo Explorer Investments, Vasco Perestrelo, CEO e também acionista da empresa, admitia em entrevista ao +M, no final de 2024, que o objetivo era vender e o melhor possível.

As conversas com potenciais compradores, no entanto, teriam feito uma pausa na altura. “Vamos seguir o nosso caminho. Uma das grandes razões para decidir não pensar na venda no curto prazo, é que todo o valor está pela frente. Quando vende uma empresa, faz normalmente a avaliação com base no histórico, não é no futuro”, apontava.

A empresa vai valer muito mais daqui a dois anos ou três, quando solidificar os inventários e conquistas que entretanto fez”, apontava o gestor, admitindo que “em tese” os grupos de media são potenciais interessados.

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