Afinal, confederações patronais vão participar na reunião com UGT no Ministério do Trabalho

  • ECO
  • 13 Abril 2026

Quatro confederações empresariais vão estar na reunião desta tarde. Governo ainda acredita que será possível um acordo em torno da reforma da lei do trabalho.

Afinal, as quatro confederações patronais vão mesmo participar na reunião desta segunda-feira com UGT e Ministério do Trabalho sobre a reforma da lei laboral, apurou o ECO. O Observador tinha noticiado que os representantes dos empregadores não estariam presentes, depois de, no domingo, terem emitido um comunicado a criticar a UGT. Mas o ECO apurou que a participação está garantida.

As quatro confederações patronais com assento na Concertação Social acusaram, este domingo, a UGT de ter rejeitado a proposta de revisão da legislação laboral com base num texto que, dizem, já não correspondia à versão mais recente negociada entre as partes. Em comunicado conjunto, a CAP, a CCP, a CIP e a CTP lamentam a decisão tomada pelo Secretariado Nacional da central sindical no passado dia 9 e manifestam “profundo desapontamento” com declarações públicas posteriores de dirigentes da UGT.

Neste mesmo comunicado, os patrões destacavam que o documento rejeitado “não incluía aspetos discutidos e validados na última reunião” e a UGT ignorou “deliberadamente os avanços consensualizados”, tentando reabrir matérias que davam por fechadas. As organizações patronais consideram que esse comportamento não respeitou as regras de integridade, respeito mútuo e boa-fé que, defendem, devem enquadrar uma negociação desta natureza.

“As confederações patronais rejeitam firmemente este conjunto de atitudes e comportamentos, que simplesmente não são corretos e não correspondem a um processo negocial que deve, em todos os momentos, decorrer com integridade, respeito mútuo e boa-fé. O que, manifestamente, nesta ocasião não sucedeu“, acusam.

As confederações notavam ainda que veem com agrado a disponibilidade manifestada pelo Presidente da República para as receber, adiantando que pretendem explicar a António José Seguro os avanços obtidos até à última versão da proposta, que classificam como amplamente consensualizada e remetendo declarações adicionais para depois dessas audiência.

(Notícia atualizada às 14h39)

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