Hoje nas notícias: Novobanco, salários e emigrantes

  • ECO
  • 13 Abril 2026

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

O BCP continua a contestar em tribunal a garantia do Estado que permitiu a venda do Novobanco ao Lone Star em 2017, apesar da venda do banco ao BPCE. Em 2025, as bases das tabelas salariais na contratação coletiva voltaram a oferecer pouco mais do que os 870 euros da retribuição mínima legal desse ano. Conheça as notícias em destaque na imprensa nacional esta segunda-feira.

Venda do Novobanco a franceses não anula contestação do BCP em tribunal

Mesmo com o Novobanco prestes a ser vendido aos franceses do BPCE, o BCP não desiste do processo judicial contra o modelo que serviu de base à venda ao Lone Star, em 2017. “Uma vez que o processo não teve qualquer desenvolvimento desde o fim dos articulados (em 2018), não é possível ter uma expectativa não especulativa de desenvolvimento e calendário para desfecho do mesmo, não se antecipando que o acordo para a venda do Novobanco possa influir nesse calendário”, aponta o relatório e contas que o BCP publicou em março, no qual o banco liderado por Miguel Maya admite que a alienação em curso não deverá afetar o processo que colocou em tribunal em setembro de 2017. Na base da ação movida pelo BCP está o mecanismo de capitalização contingente, que permitia que o Fundo de Resolução capitalizasse o Novobanco, mesmo que a maior parte do seu capital tivesse sido vendido ao fundo americano Lone Star. Ou seja, o processo não era contra o banco, mas contra o modelo que permitiu a sua capitalização.

Leia a notícia completa no Público (acesso pago).

Salários da contratação coletiva voltaram a ficar mais colados ao mínimo

No período pós-pandemia de Covid-19, a tendência foi de subida marcada e continuada na proporção de instrumentos de contratação coletiva com remunerações-base acima do salário mínimo e dos trabalhadores por estes abrangidos. Mas em 2025 a tendência inverteu-se: a contratação coletiva voltou a nivelar mais as suas bases pelo mínimo legal exigido, com mais de quatro em cada dez convenções publicadas a não irem além dos 870 euros de salário mínimo desse ano, e novamente para um universo maior de trabalhadores. De acordo com a Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), houve 159 convenções com remuneração base acima de 870 euros, apenas já 57% do total dos instrumentos com efeitos nesse ano. E os trabalhadores que ficaram a coberto de tabelas salariais nas quais ainda está presente a retribuição mínima subiram para 52,5% do total de abrangidos em instrumentos publicados em 2025. Contudo, em muitos casos, mesmo quando superam este patamar, não é um valor significativo, limitando-se a oferecer mais um, dois ou cinco euros do que exige a lei.

Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).

Dinheiro dos emigrantes pesa cada vez menos no PIB

Todos os anos as remessas que os portugueses enviam do estrangeiro batem novos recordes. Porém, valem cada vez menos quando as comparamos com a riqueza produzida por Portugal. Em valor absoluto, os emigrantes enviaram 4.388 milhões de euros em 2025, mais 2,14% do que no ano anterior, segundo o Banco de Portugal. Constitui um novo recorde, como foi noticiado em fevereiro, tal como tinha sido em todos os anos anteriores desde 2020. Mas a dependência do país face a essas remessas que caiu no ano passado pelo quinto ano consecutivo — de 1,87% do PIB em 2020 para 1,43% em 2025. É o valor mais baixo desde 2011 (1,38%). Além disso, em todo o período democrático, as remessas só tiveram um peso menor de 2008 a 2011 (período marcado pela crise financeira global e a quase falência do país): entre 1,3% e 1,39%.

Leia a notícia completa no Jornal Económico (acesso pago).

Portugueses ajustam férias de verão com medo da guerra e dos preços

Os níveis de procura por viagens nas férias de verão estão em linha com os de anos anteriores, mas a insegurança e a subida dos preços dos voos — devido ao aumento dos combustíveis — provocados pelo conflito no Médio Oriente estão a levar os portugueses a adaptarem as suas escolhas de destinos. O diretor-geral de vendas da Agência Abreu, Pedro Quintela, revela que há “ajustes das reservas”, com “alguns clientes a evitarem a região do Médio Oriente ou rotas que impliquem escalas nessa geografia”. “A principal diferença tem sido a maior sensibilidade ao fator segurança, o que leva ao reforço da procura por pontos percebidos como mais estáveis”, acrescenta. Já Miguel Quintas, presidente da Associação Nacional de Agências de Viagens (ANAV), nota que “os portugueses continuam a querer viajar, mas optam por destinos alternativos que ofereçam maior previsibilidade e conforto do ponto de vista operacional”. Trata-se de “um ajustamento relevante sem retração significativa da procura”, o que leva “à antecipação da compra das viagens”, aponta. “A preferência geral é por destinos na Europa, na América do Sul e em África, todos eles atrativos no atual contexto porque transmitem maior confiança”, indica, por sua vez, o CEO da Pinto Lopes Viagens, Rui Pinto Lopes.

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Falta de condições na urgência do Santa Maria leva à demissão de chefias

A demissão de seis médicos das suas funções de chefia de equipa na urgência geral do Hospital Santa Maria, após a administração ter substituído o então diretor de serviço, João Gouveia, tem por base condições de trabalho que há muito deixam as equipas “exaustas” e “desmotivadas”. Fontes do hospital relatam um cenário de atendimentos diários que chega aos 350 doentes ou mais para “equipas médicas com seis a oito elementos, dois a três especialistas, e o resto internos, alguns de formação geral — ou seja, sem qualquer diferenciação ou autonomia”. “E isto é assim nos vários turnos”, assinalam. Além disso, queixam-se da necessidade de “manter doentes internados nas urgências durante vários dias pela falta de camas nas enfermarias”. “Há doentes que permanecem três dias ou mais sem condições até serem transferidos do Serviço de Observação”, detalham as mesmas fontes.

Leia a notícia completa no Diário de Notícias (acesso pago).

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