TAP vende empresa de serviços de catering à suíça Gate Gourmet
A TAP alienou 51% da empresa de serviços de catering ao grupo Gate Gourmet, que já era proprietário dos restantes 49%.
A TAP adjudicou a venda dos 51% que tem na Cateringpor à Gate Gourmet, que já detém os restantes 49% cumprindo um dos compromissos em falta no plano de reestruturação acordado com a Comissão Europeia em 2021. O valor do negócio não foi divulgado.
A transportadora aérea lançou a 30 de dezembro um concurso público para a alienação das 357 mil ações detidas na empresa de serviços de catering, com um valor nominal de cinco euros. “A proposta foi adjudicada ao grupo suíço Gate Gourmet, depois de seguidos os trâmites legais, e formalizada esta segunda-feira, 13 de abril”, informa a TAP em comunicado.
A Gate Gourmet foi a única a concorrer, como avançou o ECO. O grupo suíço está presente em 60 países, emprega mais de 45 mil trabalhadores e teve receitas de 5,21 mil milhões de francos suíços em 2024, o equivalente a 5,7 mil milhões de euros. É detido em partes iguais pela Temasek, o fundo soberano de Singapura, e a gestora de investimentos asiática RRJ Capital. Teve origem na área de catering da antiga Swissair, tendo sido separado da transportadora aérea suíça em 1992, no âmbito de um plano de reestruturação.
O processo inclui anda uma proposta com as condições contratuais para a continuação do fornecimento de serviços de catering após a venda. O preço-base era de 9.567.145 euros e era exigida uma experiência mínima de cinco anos no setor e na operação em aeroportos de categoria igual ou superior à do Aeroporto Humberto Delgado.
A TAP SA tinha comprado a Cateringpor à TAP SGPS em janeiro de 2025. A venda da Cateringpor, que ficou fora do perímetro da privatização da TAP, deveria ter ocorrido até ao final de 2025, conforme previa o plano de reestruturação. Tal como a alienação dos 49,9% que a companhia aérea tem na SPdH, a antiga Groundforce, que agora opera sob a marca Menzies, após esta adquirir os restantes 51,1%.
O atraso levou o Governo português a pedir à Comissão Europeia um adiamento de seis meses no prazo para a conclusão do plano de reestruturação. Bruxelas aceitou, mas com condições. A TAP ficou obrigada a devolver 25 milhões de euros dos 2,55 mil milhões que recebeu no âmbito do plano de reestruturação acordado com Bruxelas em dezembro de 2021, que têm de ser pagos até ao final de junho.
(notícia corrigida às 14h57 para retirar o valor de venda, depois da TAP clarificar que não corresponde ao valor nominal por ação)
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