Venda do Novobanco a franceses não anula contestação do BCP em tribunal
Banco liderado por Miguel Maya admite que alienação em curso não deverá afetar o processo que colocou em setembro de 2017 contra o modelo que serviu de base à venda ao Lone Star.
Mesmo com o Novobanco prestes a ser vendido aos franceses do BPCE, o BCP não vai desistir do processo judicial que colocou em tribunal em setembro de 2017 contra o modelo que serviu de base à venda ao fundo Lone Star em 2017, escreve o jornal Público (acesso pago) na edição desta segunda-feira.
“Uma vez que o processo não teve qualquer desenvolvimento desde o fim dos articulados (em 2018), não é possível ter uma expectativa não especulativa de desenvolvimento e calendário para desfecho do mesmo, não se antecipando que o acordo para a venda do Novobanco possa influir nesse calendário”, aponta o relatório e contas do BCP.
Na base da ação movida pelo BCP está o mecanismo de capitalização contingente que permitia que o Fundo de Resolução capitalizasse o Novobanco, mesmo que a maior parte do seu capital tivesse sido vendido ao fundo americano Lone Star. Ou seja, o processo não era contra o banco, mas contra o modelo que permitiu a sua capitalização.
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