Linhas Covid encerram em junho com um default inferior a 1,5%

O Banco de Fomento colocou 9,3 mil milhões de euros em 46 mil empresas, em parceria com a banca comercial no âmbito das linhas Covid. Nível de incumprimento é inferior a 1,5%.

As linhas Covid vão ser encerradas em junho deste ano e o nível de sinistralidade é inferior a 1,5%, revelou esta terça-feira o presidente executivo do banco de Fomento.

“As linhas Covid estarão encerradas, pagas e reembolsadas em junho de 2026, portanto daqui a três meses, e a sinistralidade é abaixo de 1,5%”, revelou Gonçalo Regalado numa audição da COFAP, no Parlamento. “Com muita alegria e algum reconforto podemos partilhar que o Banco Português de Fomento colocou 9.300 milhões de euros em 46 mil empresas em parceria com a banca comercial”, no âmbito das linhas Covid.

“Numa altura em que faltou a procura global e em que nós, cidadãos, e nós, Estado, colocámos ao serviço das empresas esta densidade de financiamento, os senhores empresários pagaram, cumpriram, honraram os seus empréstimos e mais do que isso, cresceram”, sublinhou o responsável, frisando a forma como as empresas “reformaram a economia, nos últimos seis anos”.

Como as linhas Covid vão terminar em junho deste ano, o CEO do Banco de Fomento sublinha que Portugal não terá um cenário de “dívida sobre dívida”, um alerta feito pelos deputados, que alertaram que perante os problemas da economia a resposta do Executivo foi mais endividamento das empresas, “Não é o nosso objetivo, queremos empresas capitalizadas e musculadas para poderem investir, exportar, inovar e internacionalizar-se”, sublinhou Gonçalo Regalado.

“A maturidade da tesouraria é para nós o oxigénio da empresa. O investimento, o músculo da empresa. E a subvenção será o pulmão da empresa. Estamos a fazer um processo passo a passo”, explicou.

“Sentimos que os empresários vão recuperar. Estão agora a ter oxigénio, vão ter músculo com o investimento, porque agora estamos a receber mais investimento com estas simplificações que foram colocadas, e com a autodeclaração, com uma grande parceria também com a Ordem dos Contabilistas Certificados”, acrescentou Gonçalo Regalado, numa referência à possibilidade que as empresas têm agora de apresentar as declarações de sinistros seis meses depois da candidatura à linha de ml milhões de euros criada na sequência das tempestades que assolaram sobretudo o Centro país.

“O que sentimos é que depois do oxigénio virão as linhas de investimento e nas linhas de investimento traremos a dimensão de subvenção. Se tudo correr bem, pelo que já temos em carteira, são 470 milhões de subvenções. Não é um valor despiciendo, são 0,3% do PIB, nesta fase de arranque”, concluiu Gonçalo Regalado.

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