Marinha Portuguesa envia submarino Tridente para missão da NATO

Com duração de dois meses e meio e com uma guarnição de 38 militares da Marinha, o submarino português irá prestar apoio ao Fleet Operational Standards and Training (FOST), da Royal Navy.

O submarino da Marinha Portuguesa NRP Tridente parte esta terça-feira da Base Naval de Lisboa com uma guarnição de 38 militares, juntando-se à Operação “Brilliant Shield” da NATO. Esta operação já integra a fragata NRP D. Francisco de Almeida com uma guarnição de 165 militares.

“Com a participação na operação Brilliant Shield o Tridente irá contribuir para a vigilância e segurança de áreas centrais para os objetivos da Aliança, assegurando uma presença credível e reforçando a capacidade de acompanhar atividades de atores relevantes”, disse o Chefe de Estado-Maior da Armada (CEMA), Almirante Jorge Nobre de Sousa, durante a cerimónia de partida do submarino para a missão, citado em comunicado.

“A Operação “Brilliant Shield”, sob controlo operacional do Comando de Submarinos da NATO (COMSUBNATO), tem como objetivo responder ao atual contexto de segurança, reforçando a dissuasão e a capacidade de defesa da Aliança Atlântica. A operação assegura uma presença militar contínua e significativa, materializando-se em exercícios e atividades de defesa coletiva e gestão de crise”, refere a Marinha Portuguesa em comunicado.

Durante esta missão no âmbito da NATO, com duração de dois meses e meio e com uma guarnição de 38 militares da Marinha, o submarino português irá prestar apoio ao FleetOperational Standards andTraining (FOST), da RoyalNavy, durante duas semanas. Esta “tem como principal objetivo garantir que navios da NATO e de outras nações aliadas estejam preparados para operar em cenários de elevada intensidade, através de programas rigorosos de certificação e avaliação operacional”, refere a Marinha.

O submarino da Marinha Portuguesa irá participar “no exercício “Dynamic Mongoose”, um dos maiores e mais relevantes exercícios de luta antissubmarina da NATO, onde estarão igualmente presentes, em simultâneo, a fragata D. Francisco de Almeida, enquanto navio integrado no SNMG1, e uma aeronave P3 da Força Aérea Portuguesa”, precisou a Marinha, em comunicado depois da partida do submarino da Base Naval de Lisboa.

O ramo das Forças Armadas não precisa não a zona de atuação do NPR Tridente. “A navegação dos submarinos é de caráter classificado”, justifica porta-voz da Marinha Portuguesa ao ECO/eRadar.

A fragata NRP D. Francisco de Almeida participa na mesma missão da NATO. A fragata seguiu da Base Naval de Lisboa a 8 de abril para o Mar Báltico com 165 militares a bordo, para integrar, no âmbito da operação “Brilliant Shield”, um dos quatro grupos tarefa da NATO.

“A principal missão será monitorizar a atividade dos meios navais e aéreos da Federação Russa, contribuindo, ativamente, para a dissuasão pela presença naval da NATO e reforço de meios nos espaços marítimos com maior importância da Aliança Atlântica”, informou a Marinha Portuguesa.

No Báltico, Portugal também tem militares e caças da Força Aérea Portuguesa envolvidos em missões da NATO. Este ramo das Forças Armadas destacou quatro F-16M e até 95 militares para a Base Aérea de Ämari (BAA), na Estónia, no âmbito da missão enhanced Air Policing 2026 (eAP26), colaborando com a missão de defesa coletiva da NATO na região báltica.

É a nona missão de policiamento Aéreo dos Bálticos executada pela Força Aérea e a segunda vez que esta opera a partir da base aérea de Ämari, na Estónia. Missão da Força Aérea irá permanecer na região até 31 de julho.

(Última atualização às 20h42)

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