Pedro Leitão despede-se do Montepio com dividendo de 36 milhões
Acionista queixou-se do dividendo baixo e o banco respondeu: aumentou em seis milhões e prepara-se para entregar 36 milhões à Associação Mutualista Montepio Geral.
O Banco Montepio vai pagar um dividendo de 36,1 milhões de euros. É esta uma das propostas, para a próxima assembleia geral da instituição, do conselho de administração liderado por Pedro Leitão, que está de saída do banco e vai ser substituído por José Azevedo Pereira.
O dividendo corresponde a um payout de cerca de 35%. O banco registou lucros de 104 milhões de euros em 2025, menos 5,6% em relação ao ano anterior, com o resultado a ser penalizado pela descida das taxas de juro.
Pedro Leitão terminou o mandato no final do ano passado e com reparos do seu acionista, nomeadamente em relação ao desempenho do banco nos últimos anos.
Virgílio Lima, presidente da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG), afirmou em entrevista à agência Lusa que o “banco tem potencial de remuneração maior” em relação ao que estava a apresentar. “Face ao capital investido, temos expectativas de um maior volume de dividendos no futuro próximo e de forma crescente”, afirmou. Considerou até que o banco podia entregar o dobro do que tinha entregado em 2025. Em 2025, o Banco Montepio pagou mais de 30 milhões de euros de dividendos, que aumenta agora em seis milhões na proposta que vai ser votada na assembleia geral de acionistas marcada para o dia 29 de abril.
Nessa assembleia, os acionistas vão ainda deliberar sobre os novos órgãos sociais para o mandato entre 2026 e 2029. É o ponto sete da ordem de trabalhos e ainda sob reserva.
Com o ECO avançou em primeira mão, José Azevedo Pereira, ex-diretor da Autoridade Tributária, vai ser o próximo CEO do Banco Montepio, depois de ter estado à frente do Eurobic desde 2020 até à venda do banco em 2024 aos espanhóis do Abanca.
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