CEO da banca ganharam mais 17% em 2025. Saiba quem recebeu mais

Mark Bourke, o irlandês que lidera o Novobanco, levou para casa um cheque superior a dois milhões. Entre os cinco maiores bancos, Paulo Macedo, da Caixa, tem o salário mais baixo.

2025 foi ano de lucros históricos para os bancos e esse desempenho teve reflexo nas remunerações que os líderes das principais instituições financeiras em Portugal tiveram direito no ano passado. Os CEO dos cinco maiores bancos nacionais ganharam perto de 7,4 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de quase 17% em relação ao ano anterior, segundo os cálculos do ECO com base nas remunerações reportadas nos relatórios e contas.

Mark Bourke, o irlandês que lidera o Novobanco desde 2022, foi o banqueiro mais bem pago na praça portuguesa num ano histórico para o banco e não apenas por causa dos lucros recorde de 828 milhões de euros no ano passado. A Lone Star e o Estado fecharam a venda da instituição aos franceses do Groupe BPCE por 6,4 mil milhões, negócio que se concretizará no final deste mês.

Entre remuneração fixa, variável e outros subsídios, Bourke, que vai continuar à frente do Novobanco sob controlo francês, levou para casa aproximadamente 2,4 milhões de euros em 2025, mais 78% face a 2024. O salário fixo teve um incremento de quase 40% e o bónus disparou mais de 150%, superando os 1,1 milhões de euros. Teve ainda direito a um subsídio de expatriado de 300 mil euros.

O gestor irlandês relegou para o segundo lugar Miguel Maya, CEO do BCP e que também vai continuar por mais um mandato de três anos à frente do maior banco privado nacional. As remunerações de Miguel Maya aumentaram 10% no ano passado, superando os 1,7 milhões de euros.

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O pódio dos banqueiros mais bem pagos fica completo com Pedro Castro e Almeida, que acabou de se despedir do comando do Santander Portugal e cujas remunerações praticamente se mantiveram na casa dos 1,3 milhões de euros, dos quais 850 mil euros fixos e 462 mil euros de prémios relativos a anos anteriores – não foi discriminado o prémio atribuído em 2025. Castro e Almeida deu lugar a Isabel Guerreiro no início de março, a primeira mulher a liderar um grande banco em Portugal.

Já as remunerações de João Pedro Oliveira e Costa caíram 8,5% para 1,16 milhões de euros. O salário fixo manteve-se nos 825 mil euros, mas o bónus caiu quase 30%.

Entre os cinco maiores bancos nacionais, Paulo Macedo, líder da Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi quem levou para casa o menor rendimento: 964 mil euros. O banco público é o maior do sistema nacional e em 2025 registou um lucro astronómico de quase dois mil milhões de euros.

Executivos ganham mais 10%

As remunerações dos CEO representaram praticamente um quarto do que ganharam as administrações executivas dos maiores bancos, perto de 29,7 milhões de euros, mais 10% em relação ao ano anterior.

Esta evolução deveu-se sobretudo ao aumento dos bónus atribuídos e pagos aos gestores, que subiram 16% para 12,2 milhões de euros e corresponderam a mais de 40% das remunerações a que as comissões executivas tiveram direito no ano passado.

Em relação aos salários fixos, estabilizaram na casa dos 15 milhões de euros. Somam-se outros subsídios e benefícios sociais de cerca de 2,4 milhões.

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Novobanco e BCP foram os bancos que mais encargos tiveram com as respetivas comissões executivas: mais de 7 milhões de euros em ambos os casos. No Novobanco a ‘fatura’ com remunerações disparou 42% com um aumento de quase 90% dos prémios – que estiveram proibidos durante a vigência do processo de reestruturação.

No banco público, houve um aumento de 11% nas remunerações dos administradores, superando os 6,3 milhões de euros – num ano em que houve troca de gestores.

Quanto ao BPI e Santander Portugal, as respetivas comissões executivas ganharam 4,5 milhões e 4,3 milhões, respetivamente, descendo em relação a 2024.

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