Dona do Pingo Doce, Carlos Martins e Visabeira compram empresa algarvia de limpeza de obras
Jerónimo Martins, holding Black and Blue Investimentos e Visabeira adquiriram empresa algarvia de materiais de construção e recolha de resíduos Europontal à família Faustino Arvela.
O grupo Jerónimo Martins, a empresa familiar do chairman da Martifer e a Visabeira foram às compras no Algarve. O trio composto pela dona do Pingo Doce, pela holding Black and Blue Investimentos e o grupo Visabeira adquiriram a empresa algarvia de materiais de construção e recolha de resíduos Europontal.
A informação foi divulgada esta quinta-feira num aviso da Autoridade da Concorrência (AdC), no qual se detalha que a operação de concentração consiste na compra, por parte da Black and Blue Investimentos (B&B), Visabeira Global SGPS e Jerónimo Martins do controlo conjunto sobre a Europontal. A transação, cujo valor não é divulgado, envolve a compra da totalidade do seu capital social da sociedade com sede em Faro.
Fundada em 1999, a Europontal lançou-se no mercado com a exploração agrícola, extração de areias e com o comércio de materiais de construção, mas acabou por diversificar o negócio para o tratamento e gestão de resíduos de construção e demolição. Hoje, tem atividade em vários segmentos, nomeadamente recolha e transporte de resíduos não urbanos de construção e demolição de não perigosos, bem como respetivo tratamento dos lixos.
É uma área recente que interessa a este grupo de investidores, que no ano passado criaram uma empresa para o efeito: a Pure Planet, que é detida em partes iguais (33,33%) pela Jerónimo Martins, pela Visabeira Global, e pela Black and Blue II – Ambiente e Energia.
A Europontal teve um volume de negócios de 10,15 milhões de euros em 2024, o que representou um crescimento na faturação de quase 30% em relação ao ano anterior, segundo os dados consultados pelo ECO. A empresa da família Faustino Arvela emprega quase 80 trabalhadores e teve lucros de quase dois milhões de euros nesse ano.
“Quaisquer observações sobre a operação de concentração em causa devem identificar o interessado e indicar o respetivo endereço postal, email e número de telefone. Se aplicável, as observações devem ser acompanhadas de uma versão não confidencial, bem como da fundamentação do seu caráter confidencial, sob pena de serem tornadas públicas”, lê-se no documento. As observações sobre este negócio devem ser remetidas à AdC no prazo de 10 dias úteis.
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