Inflação da Zona Euro sobe mais que o estimado. Conflito no Irão leva a subida para 2,6%
Conflito no Médio Oriente aumentou mais os preços o que a estimativa inicial do Eurostat. Destaca-se o preço dos serviços, cujo aumento foi de 1,49 pontos percentuais no terceiro mês do ano.
O conflito no Médio Oriente fez aumentar os preços, mais do que a estimativa inicial, em março na Europa. A taxa de inflação anual da Zona Euro cresceu para 2,6% em março, o que representa uma subida ligeira em alta em relação aos 2,5% inicialmente divulgados pelo Eurostat.
Em causa está um disparo nos preços comparativamente à taxa de 1,9% registada em fevereiro e também um crescimento de 0,4 pontos percentuais em relação à taxa observada em março do ano passado nos países da moeda única. A motivar este aumento estiveram essencialmente os serviços, que mais contribuíram para a inflação no terceiro mês do ano.
Considerando as principais componentes da inflação na Zona Euro, destacaram-se os serviços (+1,49 pontos percentuais), a energia (+0,48 pontos percentuais), os produtos alimentares, o álcool e o tabaco (+0,45 pontos percentuais) e os bens industriais não energéticos (+0,13 pontos percentuais), no mês seguinte ao ataque dos Estados Unidos ao Irão.
Portugal situa-se precisamente a meio da tabela europeia, com uma taxa de inflação de 2,7%. Por outro lado, as taxas de inflação mais altas foram registadas na Roménia (9%), Croácia (4,6%) e Lituânia (4,4%), enquanto as mais baixas registaram-se Dinamarca (1%), Chéquia, Chipre e Suécia (todas com 1,5%).
No conjunto dos Estados-membros da UE, a inflação anual foi de 2,8% em março, portanto ficou acima dos 2,1% de fevereiro e dos 2,5% de março de 2025, de acordo com os dados publicados esta quinta-feira pelo organismo de estatística da UE. Entre os 27, a inflação caiu em três Estados-membros, manteve-se estável num e aumentou em 23.

Em Portugal, a taxa de inflação homóloga, medida pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC), acelerou para 2,7% em março, após crescer 0,6 pontos percentuais em cadeia, puxado pela subida dos preços da energia devido à escalada do custo do petróleo na sequência da guerra no Médio Oriente, arrancou com a ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão a 28 de fevereiro.
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