Portugal entra em 17 projetos do Fundo Europeu de Defesa

Portugal participa em 17 projetos do Fundo Europeu de Defesa, na ronda de 1,07 mil milhões de euros anunciada pela Comissão Europeia para reforçar a base tecnológica e militar da União.

ECO Fast
  • • Portugal participa em 17 dos 57 projetos europeus selecionados pelo Fundo Europeu de Defesa, abrangendo áreas como sistemas subaquáticos, drones, espaço e software militar.
  • • O Fundo Europeu de Defesa vai mobilizar 1,07 mil milhões de euros, dos quais 675 milhões destinam-se a 32 ações de desenvolvimento e 332 milhões a 25 ações de investigação, envolvendo 634 entidades de 26 Estados-membros e da Noruega.
  • • O projeto DEEP-TECH, coordenado pelo INESC TEC, destaca-se pela participação portuguesa, com um custo estimado de 11,6 milhões de euros e igual contribuição máxima da União Europeia.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

Portugal participa em 17 dos 57 projetos europeus selecionados pelo Fundo Europeu de Defesa, em áreas como sistemas subaquáticos, drones, espaço e software militar, A Comissão Europeia selecionou 57 projetos no âmbito deste Fundo Europeu e vai mobilizar 1,07 mil milhões de euros para reforçar capacidades industriais e tecnológicas da União, segundo o comunicado da Comissão Europeia sobre os resultados da ronda de 2025.

Do total do envelope financeiro, 675 milhões de euros destinam-se a 32 ações de desenvolvimento e 332 milhões a 25 ações de investigação, envolvendo 634 entidades de 26 Estados-membros e da Noruega. A Comissão enquadra esta ronda no Defence Readiness Roadmap 2030 e sublinha que mais de 15 projetos apoiam diretamente as quatro principais iniciativas europeias de prontidão, incluindo defesa contra drones, vigilância do flanco leste, escudo aéreo e escudo espacial.

A participação portuguesa distribui-se por empresas, centros de engenharia, entidades públicas e academia, cobrindo o mar e o subaquático, o espaço, o combate aéreo e terrestre, os sistemas autónomos, os materiais avançados e a digitalização militar. Nos fact sheets oficiais da Comissão, consultados pelo ECO, Portugal surge associado a projetos ligados a operações em profundidade, cockpit de combate, constelações de satélites para vigilância e reconhecimento, munições baseadas em drones e soluções de software para defesa.

O projeto com maior protagonismo português é o DEEP-TECH, ligado a tecnologias para operações em profundidade e infraestruturas autónomas submarinas. O consórcio é coordenado pelo INESC TEC e integra ainda a A. Silva Matos Metalomecânica e a Marinha Portuguesa. Segundo o fact sheet oficial, o projeto tem um custo estimado de 11,6 milhões de euros e uma contribuição máxima da União Europeia do mesmo montante.

O projeto com maior protagonismo português é o DEEP-TECH, ligado a tecnologias para operações em profundidade e infraestruturas autónomas submarinas. O consórcio é coordenado pelo INESC TEC e integra ainda a A. Silva Matos Metalomecânica e a Marinha Portuguesa. Segundo o fact sheet oficial, o projeto tem um custo estimado de 11,6 milhões de euros e uma contribuição máxima da União Europeia do mesmo montante.

Entre os projetos de maior dimensão com presença nacional está o SPIDER2, dedicado ao desenvolvimento de uma constelação de satélites acessíveis para informação, vigilância e reconhecimento para defesa. O projeto tem um custo estimado de 83,7 milhões de euros e uma contribuição máxima europeia de 65,1 milhões, surgindo ligado a um consórcio coordenado pela Airbus.

Portugal está também presente no EPIIC2, centrado em cockpit de combate de nova geração, com participação de Almadesign, EMPORDEF Tecnologias de Informação e GMVIS Skysoft. De acordo com a ficha oficial do projeto, o custo estimado é de 66,2 milhões de euros e a contribuição máxima da União Europeia ascende a 54 milhões.

No conjunto, a presença portuguesa reparte-se por várias áreas operacionais. No domínio do mar e do subaquático, Portugal aparece em projetos como DEEP-TECH, SHIELD, SOUND2 e E-DOMINION. Na área dos drones e da autonomia, surge em iniciativas como EURODAMM, STRATUS e EM-Mortar. No espaço e na vigilância, entra em projetos como SPIDER2 e DART. Há ainda participação em projetos ligados a software, apoio à decisão, interação homem-máquina, materiais avançados e fabrico aditivo para aplicações de defesa.

A Comissão destaca ainda o peso das pequenas e médias empresas nesta ronda. As PME representam mais de 38% dos participantes e recebem mais de 21% do financiamento total, num sinal de que o fundo continua a ser usado como instrumento de alargamento da base tecnológica e industrial da defesa europeia.

Os resultados publicados identificam os consórcios e os participantes, bem como o custo estimado e a contribuição máxima da União Europeia para cada projeto. Mas a Comissão não apresenta uma consolidação do financiamento por país ou por entidade participante, o que impede, para já, medir de forma agregada a parcela final que caberá a Portugal.

Onde é que Portugal entra no Fundo Europeu de Defesa

Mar, subaquático e infraestruturas críticas

  • Portugal participa nos projetos DEEP-TECH, SHIELD, SOUND2 e E-DOMINION, através de entidades como INESC TEC, A. Silva Matos Metalomecânica, Marinha Portuguesa, INEGI, OceanScan e Blue Ocean Sustainable Solutions. Estão em causa tecnologias para operações em profundidade, sistemas subaquáticos autónomos, vigilância marítima e digitalização naval.

Drones, autonomia e guerra não tripulada

  • Neste grupo, Portugal surge no EURODAMM, STRATUS e EM-Mortar, com participação da TEKEVER UAS e do INEGI. Os projetos abrangem munições baseadas em drones, sistemas autónomos, resiliência de enxames não tripulados e novas soluções de fogo.

Espaço, vigilância e reconhecimento

  • A presença portuguesa aparece no SPIDER2 e no DART, através da N3O e da OptimalSatellite. São projetos ligados a constelações de satélites, vigilância, reconhecimento e integração digital de sistemas complexos.

Digitalização militar, IA e software de defesa

  • Portugal entra no RHESIS, TRIDENT, STRATUS e DART, com VoiceInteraction, INESC TEC, INEGI e OptimalSatellite. Este bloco reúne software crítico, apoio à decisão, fusão de sensores, interação homem-máquina e aplicações de inteligência artificial à defesa.

Materiais avançados, fabrico e tecnologias disruptivas

  • Neste grupo, as entidades portuguesas surgem no ResistCAM, R3DSurfin, Spin Defender e DEEP-TECH, incluindo BIOFABICS, INOVA+, International Iberian Nanotechnology Laboratory, INESC TEC, A. Silva Matos Metalomecânica e Marinha Portuguesa. Estão em causa materiais de camuflagem, fabrico aditivo, processamento avançado e tecnologias emergentes.

Combate aéreo e terrestre

  • Portugal participa no EPIIC2, EICACS 2, FAMOUS3, TRIDENT e EM-Mortar, através de Almadesign, EMPORDEF Tecnologias de Informação, GMVIS Skysoft, Thales Edisoft Portugal, BeyondComposite, INESC TEC e INEGI. Os projetos cobrem cockpit de combate, interoperabilidade aérea, mobilidade blindada, contra-bateria e apoio ao fogo.

Em conclusão, a presença portuguesa nos projetos selecionados pelo Fundo Europeu de Defesa concentra-se sobretudo em seis frentes: mar e subaquático, drones e autonomia, espaço e vigilância, digitalização militar, materiais avançados e combate aéreo e terrestre.

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