Bolsas celebram abertura de Ormuz com ganhos de 2%. Galp cai 5% e pressiona Lisboa
Galp caiu mais de 5% e pressionou a bolsa nacional. PSI fechou em contramão em relação aos pares europeus, que registaram ganhos de 2%, após o Irão anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz.
Os investidores brindaram ao anúncio da muito aguardada reabertura do Estreito de Ormuz com ganhos de 2% nas bolsas europeias. Lisboa foi das raras exceções por causa do mau desempenho do setor energético, que tem um grande peso na praça portuguesa. A Galp caiu mais de 5% perante a correção abrupta do barril de petróleo.
A boa nova veio ao início da tarde, com o chefe da diplomacia iraniana a declarar a reabertura do Estreito de Ormuz a “todos os navios comerciais” enquanto durar o cessar-fogo no Líbano.
A reação dos mercados foi imediata. Os preços do petróleo afundaram mais de 10% e as ações dispararam com o maior apetite pelo risco perante os desenvolvimentos positivos no conflito no Irão.
“Sexta-feira de euforia nas bolsas europeias, com a reabertura do Estreito de Ormuz a levar a uma queda expressiva dos preços do petróleo. O feito fez-se sentir de imediato numa descida das yields de dívida soberana e, por conseguinte, na subida dos principais índices de ações”, explicaram os analistas da sala de mercados do BCP.
O Stoxx 600 somou 1,42% e os ganhos espalharam-se nas principais praças do Velho Continente: o DAX alemão somou 2,2%, o CAC-40 francês e o IBEX-35 espanhol subiram ambos cerca de 1,9%.
O índice que mede a volatilidade das ações europeias – o VStoxx – caiu para níveis inferiores à guerra no Médio Oriente.
O PSI foi das exceções e fechou em baixa de 0,51% para 9.185,28 pontos. Um desempenho que se deveu ao peso que o setor da energia tem no principal índice bolsista nacional. A Galp caiu 5,06% para 18,475 euros por causa da queda do preço do barril de Brent para menos de 90 dólares. A EDP cedeu 2,39% e a EDP Renováveis perdeu 3,19%. A REN caiu 1,59%.
Galp cai mais de 5%
“Portugal divergiu do exterior, arrastado pelo tombo da Galp e pela queda das utilities – EPD, EDPR e REN – todos condicionados pelo ambiente adverso aos respetivos setores”, disseram os analistas do BCP.
As restantes 11 cotadas terminaram a semana no verde, com destaque para o BCP e para o setor da construção. As ações do banco subiram quase 2%, as da Mota-Engil e da Teixeira Duarte aceleraram 6% e 5%, respetivamente.
Do outro lado do Atlântico, Wall Street também se animou. O industrial Dow Jones ganha mais de 2%. O S&P 500 e o Nasdaq também seguem no verde com subidas de 1,35% e 1,69%, e renovam máximos em plena temporada de apresentação dos resultados.
O euro está a cotar acima dos 1,18 dólares, registando um ganho de 0,2%. O ouro valoriza 2% e a bitcoin mais de 4%.
(Notícia atualizada às 16h56)
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