Centralização dos direitos televisivos de futebol aprovada com voto contra do Benfica
O modelo de centralização da comercialização dos direitos audiovisuais foi aprovado em Assembleia Geral da Liga Portugal. O Benfica votou contra.
A centralização dos direitos televisivos é para avançar, depois de ter sido aprovado em sede da Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP). O modelo apresentado pela Liga Portugal contou com mais de 90% dos votos favoráveis dos representantes das sociedades desportivas. O Benfica votou contra e o Nacional absteve-se, avançou o JE.
Após a votação na Assembleia Geral, a LPFP “dará o passo seguinte, que será a apresentação formal da sua proposta à AdC”, explicou à agência Lusa na quarta-feira, André Mosqueira do Amaral, diretor executivo da LPFP e responsável da Liga Centralização. “Sendo este trabalho um documento já conhecido e resultante deste contributo mútuo, vemos com muita confiança a sua aceitação”.
Encerrada essa obrigação legal, o tema volta à esfera dos clubes, possivelmente ainda antes do fim da época, para o debate e votação da chave de distribuição, que define a forma de repartir o ‘bolo’ centralizado pelos participantes nas competições profissionais.
Se os valores propostos pelos investidores não forem satisfatórios, no limite, a Liga TV poderá assumir o papel de operador, a par de um investidor, admitiu o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Reinado Teixeira, em entrevista ao Público na quinta-feira.
Em relação ao leilão de investidores, Reinaldo Teixeira revelou que, na próxima terça-feira, dia 21 de abril, vai receber na Liga “os maiores investidores do mundo neste domínio”. “Vêm conhecer melhor a realidade das nossas sociedades desportivas”, diz, comprometendo-se a “tudo fazer para cativar investidores que venham a participar no leilão”, que terá três vetores: “para a filmagem e produção dos jogos; para os direitos audiovisuais nacionais e internacionais, com diferentes ramificações territoriais”.
O Benfica tem se mostrado contra a centralização dos direitos ao longo de todo o processo. Em entrevista ao ECO, o administrador financeiro Nuno Catarino estimou que a Benfica SAD pode perder 15 milhões de euros por ano, fruto desta centralização.
A legislação impõe que a LPFP, juntamente com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), apresente a proposta do modelo de comercialização à AdC até ao final da presente temporada, em 30 de junho.
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