Centro de cibersegurança pede rapidez a corrigir sistemas devido ao Claude Mythos
O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) está a acompanhar a evolução do novo modelo de IA da Anthropic, Mythos, que é capaz de detetar vulnerabilidades nos sistemas de forma praticamente autónoma.
O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) “está a acompanhar” a evolução do modelo de inteligência artificial (IA) Claude Mythos desenvolvido pela norte-americana Anthropic que deteta vulnerabilidades nos sistemas. Numa resposta enviada ao ECO, a autoridade nacional de cibersegurança, coordenada por Lino Santos, explica ainda que o acompanhamento está também a ser feito “a par de outras congéneres e da Comissão Europeia”.
Neste contexto, o CNCS destaca a importância de uma resposta rápida às vulnerabilidades identificadas, sublinhando a necessidade de processos eficazes de correção por parte das entidades críticas e essenciais. “O poder que este e outros modelos tenham de detetar vulnerabilidades deverá ser acompanhado, por um lado, de processos coordenados de gestão e mitigação de vulnerabilidades por parte dos fabricantes e, por outro, de processos expeditos de patching por parte das entidades críticas e essenciais”, explica o CNCS.
No início de abril foi divulgado o Mythos, descrito pela Anthropic como o “sistema mais avançado até à data nesta área”. O modelo é fechado e o seu acesso está limitado a um grupo restrito de parceiros, sobretudo grandes empresas multinacionais. Esta decisão prende-se com a natureza sensível das suas capacidades, que podem ser tanto úteis para a defesa como potencialmente perigosas se mal utilizadas.
Ao contrário de modelos generalistas de IA, o Claude Mythos foi treinado especificamente para analisar código e sistemas informáticos com o objetivo de identificar vulnerabilidades de segurança. Segundo a própria empresa, o sistema já terá identificado “milhares de vulnerabilidades de elevada gravidade.
Esta semana a OpenAI anunciou o lançamento de um modelo de IA focado em cibersegurança, o GPT-5.4-Cyber, desenvolvido também para identificar vulnerabilidades em software e ajudar a corrigir falhas antes que possam ser exploradas por agentes maliciosos. Este modelo é uma versão adaptada do GPT-5.4, com maior capacidade para tarefas de segurança digital e com menos restrições operacionais. No entanto, e à semalhança da Anthropic, o modelo não foi disponibilizado ao público em geral.
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