Das tempestades às ameaças híbridas, primeiro Conselho de Estado de Seguro discutiu preparação nacional
A primeira reunião do Conselho de Estado de Seguro, sobre segurança e defesa, destacou a relevância da cooperação internacional e pediu o "respeito" pelo direito internacional.
O primeiro Conselho de Estado presidido por António José Seguro debateu, esta sexta-feira, os riscos e os desafios internos e externos de Portugal, destacando temas que vão desde a segurança e a defesa, à capacidade de o país responder a tempestades, ameaças híbridas e riscos emergentes. A reunião reforçou ainda a relevância da cooperação internacional e pediu o “respeito” pelo direito internacional.
Numa reunião que durou cerca de quatro de horas e contou com estreantes e repetentes, o Conselho de Estado procedeu a uma “reflexão aprofundada sobre matérias relativas à segurança interna, à proteção civil, à cibersegurança, à proteção de infraestruturas críticas e à defesa nacional“, adianta um comunicado divulgado no site da Presidência da República.
“O Conselho sublinhou a importância de reforçar a preparação nacional face a fenómenos atmosféricos severos, a ameaças híbridas e a riscos emergentes, bem como de assegurar a proteção eficaz de infraestruturas críticas e o regular funcionamento dos serviços essenciais“, detalha o comunicado, acrescentando que foi feita uma avaliação na qual foram identificados os principais riscos e desafios que se colocam ao país, tanto no plano interno como no contexto internacional.

A reunião sublinhou ainda a necessidade de reforçar a capacidade de prevenção, resposta e recuperação em situações de crise.
No plano externo, “o Conselho de Estado abordou o enquadramento geopolítico atual, sublinhando a relevância da cooperação internacional, do cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal no âmbito das suas alianças e do respeito pela Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional“, descreve o comunicado.
A mesma nota refere que “o Presidente da República valorizou os contributos apresentados pelos Conselheiros de Estado, que enriqueceram a reflexão estratégica sobre estas matérias, reafirmando a importância de garantir a estabilidade, a segurança e a confiança dos cidadãos”.
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