EUA atrasam entrega de armas para a Europa
Europa deverá receber armas militares norte-americanas com atrasos. Conflito com o Irão tem pressionado a reserva de armamento dos EUA.
A Europa deverá sofrer com atrasos na entrega de armamento militar proveniente dos EUA, uma vez que o conflito com o Irão continua a consumir as reservas de armas norte-americanas.
A agência Reuters noticia esta sexta-feira que equipamento militar norte-americano deverá sofrer atrasos com as entregas a países europeus, mesmo que o seu envio tenha sido previamente acordado, com base em cinco fontes familiarizadas com o processo.
Algumas das armas em questão foram adquiridas por países europeus no âmbito do programa do governo norte-americano Foreign Military Sales (Vendas Militares Estrangeiras, em português), que visa a venda de armas fabricadas nos EUA para países estrangeiros, com assistência logística e consentimento do governo norte-americano. O Pentágono não quis comentar esta informação.
Este atraso em entregas previamente acordadas indicia o grau de impacto que o conflito com o Irão está a ter nas reservas de equipamento militar norte-americano.
Os custos que os EUA estão a ter com este conflito — que se prolonga desde 28 de fevereiro — não são públicos, mas notícias recentes dão conta que poderá já ter tido custos na ordem dos 31 mil milhões de dólares. A Administração Trump também já pediu um reforço de 200 mil milhões de dólares ao Congresso para custear a ação militar no Médio Oriente, designada de Operação Fúria Épica.
A notícia destes atrasos surge numa altura em que o Departamento de Defesa dos EUA iniciou conversações com os principais fabricantes de automóveis para aumentar a produção de armas, dada a redução das reservas causada pelo conflito no Médio Oriente. Altos funcionários da defesa dos EUA encontraram-se com executivos de empresas como a General Motors e a Ford Motor, propondo-lhes que dediquem parte da sua capacidade produtiva e pessoal ao fabrico de munições e equipamento militar.
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