“Sucessivas tempestades” ajudam grupo EDP a aumentar produção de energia em 4% no primeiro trimestre

O aumento da produção hídrica e eólica, após as tempestades desde o final de janeiro, contribuiu para um crescimento significativo da produção renovável e para uma diminuição de 48% do preço.

ECO Fast
  • A EDP e a EDP Renováveis registaram um aumento de 4% na produção de energia no primeiro trimestre, com 91% proveniente de fontes renováveis.
  • A produção hídrica na Península Ibérica superou as expectativas, atingindo 4,3 TWh, enquanto os preços da eletricidade caíram 48% em comparação com o ano anterior.
  • Os níveis elevados de reservatórios e a crescente capacidade instalada sustentam um desempenho positivo, prevendo-se que a rotação de ativos se concentre no segundo semestre.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

A EDP e a EDP Renováveis (EDPR) registaram um aumento total de 4% na produção de energia no primeiro trimestre, em termos homólogos, informou a elétrica em relatórios publicados esta sexta-feira pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), sublinhando que a produção através de fontes renováveis representou 91% do total.

A produção hídrica na Península Ibérica da EDP atingiu 4,3 Terawatts-hora (TWh), ficando 0,9 TWh acima do esperado, num período “marcado por fortes recursos hídricos, 52% acima da média histórica (face aos 42% no primeiro trimestre)”.

“O aumento da produção hídrica e eólica, após sucessivas tempestades desde o final de janeiro, contribuiu para um crescimento significativo da produção renovável e para uma diminuição de 48% do preço médio de eletricidade na Península Ibérica, de 85,3 euros por Megawatt-hora (MWh) no primeiro trimestre de 2025 para 44,2 euros por MWh entre janeiro e março de 2026, apesar de um preço médio temporariamente baixo de 16,4 euros por MWh registado em fevereiro, devido ao excesso de precipitação”, sublinhou a empresa liderada por Miguel Stilwell de Andrade.

Os níveis de reservatórios situavam-se em 94% no final de março, um recorde nos últimos 10 anos para esta altura do ano (face aos 76% no final de 2025 e 89% em março de 2025). “Espera-se que os elevados níveis dos reservatórios sustentem o desempenho do negócio de Geração Flexível nos próximos trimestres”, vincou a EDP.

a produção a produção eólica e solar da EDP Renováveis, também liderada por Miguel Stilwell de Andrade aumentou 4% em termos homólogos para 11,5 TWh (incluindo solar distribuído na Europa e no Brasil), suportado pelo aumento de 6% na capacidade instalada nos últimos 12 meses, com maior contributo da América do Norte (principalmente solar), bem como por melhores recursos eólicos e solares na Europa, mantendo-se os recursos renováveis próximos da média de longo prazo, sustentando o aumento dos volumes de produção.

Consumo médio aumentou

O número de clientes de eletricidade da EDP no mercado liberalizado em Portugal atingiu os 3,428 milhões em março de 2026, refletindo uma tendência de estabilização face ao quarto trimestre de 2025, que a empresa diz ser resultado da competitividade das ofertas comerciais da EDP, a crescente adesão a serviços diferenciados e a manutenção de elevados níveis de qualidade no serviço ao cliente.

O volume de comercialização de eletricidade no mercado liberalizado português aumentou 8% face ao trimestre anterior, principalmente devido ao aumento do consumo médio, adiantou a EDP.

Na Ibéria, a eletricidade distribuída aumentou 1,1% em termos homólogos. Em Portugal, a procura de eletricidade aumentou 2,5% em termos homólogos, impulsionada por uma maior penetração de veículos elétricos no mercado, aumento do número de clientes e maior consumo médio por cliente (face a um crescimento de 4,7% em termos homólogos do consumo total em Portugal).

Em Espanha, o consumo de eletricidade distribuída diminuiu 4% em termos homólogos, devido a uma interrupção temporária de um grande cliente industrial (face a um crescimento de 1% em termos homólogos da procura de eletricidade em Espanha continental). No Brasil, a eletricidade distribuída aumentou 0,8% face ao mesmo período de 2025, comparativamente a um forte crescimento no primeiro trimestre do ano passado, devido à normalização das temperaturas e à maior penetração de solar distribuído, e o número de clientes ligados aumentou 1,9%, explicou.

Rotação de ativos concentrada no segundo semestre

Nos últimos 12 meses, a EDP adicionou 2,1 gigawatts (GW) de capacidade total, dos quais 2,0 GW ao nível da EDPR, em linha com o guidance mais recente e o restante referente principalmente a solar distribuído na Europa e no Brasil). Em março de 2026, a capacidade em construção era de 1,9 GW, reforçando a capacidade prevista para 2026 e anos seguintes, com mais de 90% dos 1,5 GW de adições de capacidade esperadas para 2026 já instaladas ou em construção.

A execução do plano de rotações de ativos para 2026 deverá concentrar-se no segundo semestre do ano. Até ao primeiro trimestre de 2026, a EDP concluiu a transação de rotação de ativos de um portefólio eólico de 150 MW na Grécia, uma vez cumpridas as condições precedentes em dezembro 2025, a desconsolidação da capacidade e os ganhos da rotação de ativos foram registados no 4T25, enquanto o encaixe de rotação foi reconhecido no 1T26.

A energética concluiu que a capacidade instalada eólica e solar atingiu 21,2 GW no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 1,3 GW, ou 6% em termos homólogos.

(Notícia atualizada às 10h17)

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