Falta de jet fuel. “Acreditamos que a oferta da TAP continuará a ser garantida”, diz Pinto Luz

O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, mostrou-se confiante de que a escassez de jet fuel não irá obrigar a companhia aérea a reduzir o número de voos.

O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, mostrou-se confiante de que a TAP não terá de cancelar voos devido a uma possível escassez do querosene usado na aviação, provocada pelo conflito no Médio Oriente.

“Acreditamos que não [será necessário cancelar voos] e acreditamos que a oferta continuará a ser garantida”, afirmou o ministro esta segunda-feira em declarações na estação de Santa Apolónia, em Lisboa, onde assinalou um milhão de unidades vendidas do Passe Ferroviário Verde.

“O Governo sabe — e teve em contacto sempre com as petrolíferas — aquilo que seriam os limites que temos em stock nos aeroportos nacionais e aquilo que temos no país de jet fuel“, assegurou Miguel Pinto Luz.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, fez um ponto se situação na sexta-feira a partir de informações recolhidas junto da Galp, que produz o combustível na refinaria de Sines. “Na reunião que tivemos [com a administração da Galp], disseram-nos que aguentam perfeitamente até ao pico do verão, sendo o pico do verão o princípio de agosto, meio de agosto”, afirmou.

Várias companhias aéreas têm cancelado voos e reduzido a oferta por causa do aumento muito significativo do preço do jet fuel, que representa cerca de 30% dos custos das companhias aéreas.

À subida do preço soma-se o receio da indisponibilidade do combustível. Cerca de 23% do querosene usado pelas companhias de aviação na Europa ficou comprometido com o conflito no Médio Oriente e o bloqueio do estreito de Ormuz. Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia, afirmou a semana passada em declarações à Associated Press que “a Europa só tem reservas de jet fuel para, talvez, seis semanas“”.

Miguel Pinto Luz não quis comentar o impacto que este contexto negativo do setor da aviação poderá ter na privatização da TAP, à qual concorrem a Lufthansa e a Air France-KLM. O grupo IAG decidiu não apresentar uma proposta não-vinculativa.

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