Governo reuniu-se com empresas de transportes para lançar passe intermodal “à escala nacional”

Passe Ferroviário Verde vai poder ser usado no telemóvel através da aplicação Gov.pt a partir de maio, anuncia ministro Pinto Luz. Já foram vendidos um milhão de passes.

Já foram vendidas um milhão de unidades do Passe Ferroviário Verde desde que foi lançado em outubro de 2024. O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, assinalou a marca na estação de Santa Apolónia, em Lisboa, revelando que o Governo já se reuniu com as empresas de transportes para preparar o lançamento de um passe nacional intermodal.

Passageiros da Comboios de Portugal (CP), caminham pela estação de Comboios de Santa Apolónia, que hoje foi visitada pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz (ausente da foto) em Lisboa, 20 de abril de 2026.ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

“O Passe Verde Ferroviário foi um sucesso e estamos a trabalhar para, nos próximos meses, podermos apresentar uma solução de um passe intermodal, mas à escala nacional“, revelou Miguel Pinto Luz. “Ainda na semana passada reunimos as grandes empresas do setor dos transportes, do setor público, e sinalizámos a vontade de rapidamente apresentarmos um passe que tenha caráter nacional”, acrescentou.

Esta não foi a única novidade deixada pelo ministro. A partir de maio será possível adicionar o Passe Ferroviário Verde à aplicação Gov.pt, que já permite ter no telemóvel o cartão do cidadão ou a carta de condução.

Lançado em 2024, o Passe Ferroviário Verde permite viajar por 20 euros durante 30 dias nos serviços Intercidades (mediante reserva prévia), Regionais, Urbanos de Coimbra e Urbanos de Lisboa e Porto (fora das áreas metropolitanas).

É bom que tenhamos hoje um problema positivo, que é termos mais pessoas a querer andar de comboio e não conseguirem.

Miguel Pinto Luz

Ministro das Infraestruturas

Segundo Miguel Pinto Luz, no mês de março existiam 70 mil passes ativos, dos quais 84% foram registados através de meios digitais. Face à elevada procura e à inexistência, para já, de mais oferta, o ministro reconheceu que continuarão a existir “constrangimentos de capacidade”.

“É bom que tenhamos hoje um problema positivo, que é termos mais pessoas a querer andar de comboio e não conseguirem”, referiu o ministro, lembrando o plano de investimento de 1.800 milhões que trará 195 novas automotoras para os serviços urbanos, regionais, intercidades e alta velocidade.

Miguel Pinto Luz sublinhou, por outro lado, que a CP saiu do perímetro de consolidação do Estado porque “tem contas saudáveis”, acrescentado que o Passe Ferroviário Verde “trouxe mais receita para a CP, com um aumento de 100% no regional e 50% no intercidades”.

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