“Made in Russia”. Um britânico está a fazer relógios soviéticos para o mercado do luxo
A marca chama-se Raketa e foi descoberta por um britânico. Até Vladimir Putin os usa.
Putin foi visto com um destes relógios e a procura pela Raketa tem aumentado ao ritmo das sanções ocidentais, que fazem aumentar as vendas na Rússia. A marca russa foi resgatada por David Henderson-Stewart, um antigo advogado britânico interessado em design soviético.
Quando o britânico entrou nas instalações pela primeira vez, os poucos trabalhadores que ali restavam estavam agasalhados com casacos de inverno. Antes do que quase estertor, chegou a empregar 7 mil pessoas, produzindo relógios para astronautas, conta a Reuters. Em 2010, adquiriu a empresa com um sócio e reposicionou-a: passou do mercado de massas russo ao mercado mais sofisticado. Tem atualmente mais de 200 trabalhadores.
A empresa tem sido pouco afetada pelos problemas que afetam cadeias de abastecimento em todo o mundo, porque os componentes são produzidos internamente.
Ainda segundo a Reuters, a empresa tem sido pouco afetada pelos problemas que afetam cadeias de abastecimento em todo o mundo, porque a maioria dos seus componentes são produzidos internamente (engrenagens, rodas e molas).
O próprio Presidente Vladimir Putin foi visto com um relógio da Fábrica Imperial Peterhof, produzido pela subsidiária de relógios por medida do grupo, o que deu uma visibilidade adicional à marca. E mesmo com as sanções aplicadas à Rússia após a invasão da Ucrânia, continua a vender na Europa e no Médio Oriente.
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