BRANDS' ECOSEGUROS O risco escondido das segundas habitações

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  • 20 Abril 2026

Estas casas não são utilizadas da mesma forma que uma habitação permanente. E quando uma casa fica vazia durante semanas ou meses, o perfil de risco muda.

Portugal tem vivido, nos últimos anos, um fenómeno que dificilmente passa despercebido: tornou-se um destino cada vez mais atrativo para quem procura um lugar para passar férias, e, em muitos casos, numa lógica recorrente ano após ano. O aumento do turismo e a crescente presença de compradores estrangeiros no mercado imobiliário são sinais claros dessa tendência.

Em muitas regiões do país, desde o Algarve à região de Lisboa e Cascais, passando por zonas como a Comporta ou até algumas áreas do litoral alentejano, multiplicam-se as segundas habitações adquiridas por estrangeiros. Em alguns casos, trata-se de famílias que decidiram mudar-se para Portugal de forma permanente. Mas noutros, e possivelmente na maioria, falamos de pessoas que optam por manter a sua residência principal noutro país, mas escolhem Portugal como destino privilegiado para estadias sazonais.

Marta Rezende, Underwriter de Art & Private Clients na Hiscox Portugal

É aqui que surge uma realidade muitas vezes menos discutida: estas casas não são utilizadas da mesma forma que uma habitação permanente. Muitas permanecem desocupadas durante largos períodos do ano. E quando uma casa fica vazia durante semanas ou meses, o perfil de risco muda.

Uma fuga de água que não é detetada a tempo, danos provocados por fenómenos meteorológicos, e, claro, furtos ou vandalismo são situações que podem ganhar outra dimensão quando não há ninguém por perto para agir rapidamente. Os prejuízos podem tornar-se muito significativos.

Apesar disso, a proteção destas casas nem sempre acompanha a evolução do próprio mercado imobiliário. Durante muito tempo, a lógica dominante foi tratar uma casa de férias como se fosse apenas uma extensão da habitação principal. Mas a verdade é que casas utilizadas de forma intermitente têm necessidades específicas de proteção. Exigem soluções que tenham em conta períodos prolongados de ausência, características particulares do imóvel e são patrimónios que devem ser salvaguardado.

É por isso que começa a fazer cada vez mais sentido falar de seguros pensados especificamente para este tipo de propriedade. Produtos como o Holiday Homes, da Hiscox, que passou recentemente a poder ser cotado e emitido através da plataforma MyHiscox, surgem precisamente neste contexto: adaptar a lógica da proteção seguradora a uma realidade que se tornou cada vez mais comum em Portugal.

No fundo, esta não é apenas uma questão técnica do setor segurador. É também um reflexo de como o próprio país mudou. Portugal deixou de ser apenas um destino turístico de passagem e passou a integrar os planos de vida (ou pelo menos de férias) de milhares de pessoas vindas de fora.

E quando um país se torna destino para investir, proteger esse património torna-se parte natural da equação. Porque uma casa de férias pode ser usada apenas algumas semanas por ano, mas o seu valor, e os riscos a que está exposta, existem todos os dias.

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