Hoje nas notícias: pacote laboral, radicalização e dívida pública
Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.
O antigo secretário-geral da UGT Carlos Silva diz que “não há condições nenhumas para um acordo” com o Governo e com as confederações patronais a respeito da reforma laboral. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, admite que “o risco de radicalização está a aumentar”. Conheça as notícias em destaque na imprensa nacional esta terça-feira.
Ex-líder da UGT diz que “não há condições para acordo” no pacote laboral
Carlos Silva, antigo secretário-geral da UGT, diz que a negociação das alterações à lei laboral, que se arrasta há nove meses, “não convence os sindicatos da UGT” e é quase certo que o secretariado nacional marcado para quinta-feira, 23 de abril, vai voltar a rejeitar a proposta. No entender de Carlos Silva, “não há condições nenhumas para um acordo” com o Governo e com as confederações patronais. “O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”, afirmou o ex-dirigente, em declarações ao Público, criticando o Executivo por ter avançado com a revisão do Código do Trabalho sem antes ter ouvido a central sindical e numa altura em que a situação do país “não perspetiva uma reforma tão profunda”.
Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado)
“Radicalização está a aumentar em Portugal”, admite ministro da Administração Interna
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, admite que “o risco de radicalização está a aumentar”. “Tenho sido a pessoa que há mais anos e de uma forma veemente [tem] dito que os crimes de ódio não podem ser a matriz humana em que somos criados. E essa matriz humana e de respeito tem de se manter”, afirma, em entrevista ao podcast “Política com Assinatura”, da Antena 1, referindo-se ao crime que envolve um homem, militante do PS, que ficou em prisão preventiva depois de ter atirado um cocktail molotov contra os manifestantes que protestavam contra o aborto na Marcha pela Vida, em março. Na entrevista, anunciou que, a partir do próximo ano, o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) vai passar a incluir dados sobre as nacionalidades dos imigrantes que chegam a Portugal.
Leia a entrevista completa na Antena 1 (acesso livre)
Banca corta exposição à dívida pública. CGD tem quase metade do total
Os bancos portugueses diminuíram o seu peso como investidores em dívida pública nacional, num ano em que o país até foi mais vezes ao mercado e as yields renderam mais. No total, a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o BCP, o Santander, o BPI e o Novobanco detinham, no fim do ano passado, 12,6 mil milhões de euros em títulos de dívida pública portuguesa em carteira, 15,6% abaixo dos 15 mil milhões que eram detidos no fim de 2024. A maior fatia está no banco público: quase 5,4 mil milhões, o que representa um aumento de 6,1% face aos 5,07 mil milhões do ano anterior. O atingir de maturidades de títulos que acabaram por não ser substituídos levou o BCP, o BPI e o Novobanco a diminuírem as carteiras, enquanto o Santander, além da CGD, ainda aumentaram.
Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago)
Norte tem quase metade das novas casas do país
É no norte do país onde mais se está a construir para habitação, com o município de Vila Nova de Gaia a sobressair no panorama nacional. Dos 18.950 fogos licenciados em construções novas para habitação familiar nesta região em 2025, o equivalente a 47% de Portugal Continental, 7.255 transações foram em Gaia, mais 11% do que em 2024. O norte somou mesmo mais do que a Grande Lisboa (6.395), a Península de Setúbal (1.982) e o Oeste e Vale do Tejo (3.300) juntos. A segunda região que mais cresceu foi o Centro (6.797), muito por conta de capitais de distrito como Coimbra e Leiria. Outros concelhos, mesmo fora da Área Metropolitana do Porto, destacam-se pela forte dinâmica: Barcelos (1.078), Guimarães (739), Vila do Conde (732), Vila Nova de Famalicão (583), Matosinhos (571), Paços de Ferreira (564) e Gondomar (555).
Leia a notícia completa no Jornal de Notícias (acesso pago)
Lítio português atrai interesse dos EUA, Europa e Ásia
O lítio português está a atrair o interesse de investidores europeus, asiáticos e americanos. A mina de Boticas, no distrito de Vila Real, ainda tem 75% da sua produção prevista para vender e a companhia tem recebido chamadas da “Europa, Coreia do Sul, China, Japão e Estados Unidos”. A produção deverá arrancar a partir de 2028 e tem estado no mercado a tentar colocar o lítio. “Querem tomar parte no volume de produção. Sabem que temos um bom projeto. É apelativo para muitos”, disse o presidente da Savannah Resources, Emanuel Proença. O líder da mineira britânica destacou que interessados da China ou da Coreia do Sul “querem trazer mais projetos industriais para Portugal e a Europa” e que a mina de Boticas “aumenta a hipótese” de estes projetos arrancarem.
Leia a notícia completa no Jornal Económico (acesso pago)
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