Preço dos combustíveis em Portugal aumentou 13,5% em março, em linha com a média europeia
No caso do gasóleo, os preços dispararam 17,4% em Portugal face a fevereiro, foi o 17.º maior aumento entre os 27 Estados-membros da UE. A gasolina subiu 8,1%, o 19.º maior agravamento.
O preço dos combustíveis e lubrificantes na União Europeia (UE) aumentou 13,5% em março em comparação com fevereiro. Uma dúzia de Estados-membros tiveram subidas superiores, sendo que Portugal surge em linha com a média comunitária.
Estes dados, divulgados esta terça-feira pelo Eurostat, evidenciam o efeito significativo da guerra dos EUA e de Israel contra o Irão, que teve início em 28 de fevereiro, nos custos da energia no bloco de 27 países europeus. Até fevereiro, os preços dos combustíveis e lubrificantes apresentavam uma tendência de descida.
Letónia (+21%), Suécia (+20,4%), Chéquia e Áustria (ambas +19,4%) foram os países que registaram os maiores aumentos mensais dos preços dos combustíveis, enquanto Eslovénia (+2,7%), Eslováquia (+4,5%) e Hungria (+4,9%) tiveram as menores subidas. Em Portugal, os preços apresentaram um acréscimo de 13,5%, igual à média da UE, o 13.º maior aumento entre os 27 Estados-membros.
Se olharmos à comparação homóloga, a subida do preço dos combustíveis e lubrificantes na UE no mês de março foi menor, de 12,9%. Neste caso, os aumentos mais elevados foram registados na Alemanha (+19,8%), na Roménia (+19,6%), nos Países Baixos (+18,8%), na Letónia (+18,5%) e na Áustria (+17,2%). Na Hungria e na Eslovénia, os preços diminuíram 2,7% e 5,9%, respetivamente, face a março do ano passado. O aumento dos preços em Portugal ficou-se pelos 12,2%, o 12.º maior do bloco comunitário.
Quanto aos preços do gasóleo e da gasolina na União Europeia no mês em análise, estes dispararam 19,8% no caso do gasóleo e 9,4% no caso da gasolina, no espaço de um ano. Na variação em cadeia, os consumidores assistiram a uma subida de 19,1% nos preços do gasóleo e de 10,6% nos preços da gasolina.
Segundo o Eurostat, os preços de ambos os tipos de combustível subiram em todos os países da UE entre fevereiro e março. No caso do gasóleo, os aumentos mais elevados observaram-se na Chéquia e na Suécia (ambos +27,6%), na Estónia (+26,8%), na Letónia (+25,4%), na Bélgica (+25,2%) e nos Países Baixos (+25,1%), enquanto os aumentos mais baixos se verificaram na Eslovénia (+2,9%), na Eslováquia e na Hungria (ambos +7,0%).
Aumento mensal dos preços do gasóleo e da gasolina em março:

Nos preços da gasolina, os acréscimos não foram tão elevados como os dos preços do gasóleo, atingindo +15,1% na Bélgica, +15,0% na Suécia, +14,8% na Áustria, +14,6% na Chéquia e +14,2% na Estónia e na Lituânia. Mais uma vez, os aumentos mensais mais baixos foram registados na Eslovénia (+2,4%), na Eslováquia (+3,8%), na Hungria (+4,7%) e ainda em Itália (+4,8%).
Os aumentos de ambos os combustíveis em Portugal ficaram abaixo da média da UE: no gasóleo, teve o 17.º maior aumento mensal (+17,4%), enquanto na gasolina teve o 19.º maior aumento (+8,1%, igual a Espanha). Na comparação homóloga, as subidas foram de 16,3% no preço do gasóleo e de 6,2% no da gasolina — respetivamente, 19.º e 15.º maiores aumentos entre os 27 Estados-membros.
Estes números são conhecidos num dia em que os ministros dos Transportes dos países da União Europeia debatem, numa videoconferência informal, os impactos do conflito no Médio Oriente para o setor, nomeadamente a pressão sobre o combustível para a aviação. Portugal está representado no encontro pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.
Numa altura em que se assinalam quase dois meses desde os primeiros ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e da consequente resposta iraniana, os governantes vão discutir consequências como aumento de custos, impacto nas operações devido à subida dos preços da energia, perturbações nas rotas e riscos acrescidos para a logística global.
A discussão acontece na véspera de a Comissão Europeia divulgar, na quarta-feira, um pacote de medidas para aliviar a crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente, que praticamente encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo, e que, segundo o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), é a “maior de sempre”, superando as crises dos anos 70, 1979 e 2022 juntas.
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