“Radicalização está a aumentar em Portugal”, admite ministro da Administração Interna

  • ECO
  • 21 Abril 2026

Declarações de Luís Neves surgem no contexto do caso do militante do PS que ficou em prisão preventiva após ter atirado um cocktail molotov contra manifestantes da “Marcha Pela Vida" em março.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, admite que “o risco de radicalização está a aumentar”. “Tenho sido a pessoa que há mais anos e de uma forma veemente [tem] dito que os crimes de ódio não podem ser a matriz humana em que somos criados. E essa matriz humana e de respeito tem de se manter”, afirma, em entrevista ao podcast “Política com Assinatura”, da Antena 1 (acesso livre), referindo-se ao crime que envolve um homem, militante do PS, que ficou em prisão preventiva depois de ter atirado um cocktail molotov contra os manifestantes que protestavam contra o aborto na Marcha pela Vida, em março.

Na entrevista à rádio pública, Luís Neves anunciou que, a partir do próximo ano, o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) vai passar a incluir dados sobre as nacionalidades dos imigrantes que chegam a Portugal. Mas, apesar desta alteração, sublinha que, “mais importante do que saber se é imigrante ou não, é saber se as pessoas estão legalizadas e estando legalizadas se cometem crimes”. “Temos centenas de brasileiros e colombianos detidos sobretudo por tráfico internacional de estupefaciente. Não vivem aqui, não são daqui, não têm família, não querem cá estar. Foi a utilização do território para aqui cometerem crimes, como outros”, exemplifica, mantendo a ideia que sempre defendeu enquanto diretor da PJ: não existe uma relação entre aumento da criminalidade e aumento da imigração.

Por outro lado, o responsável reconhece a existência de problemas tecnológicos nos equipamentos montados no aeroporto de Lisboa, anunciando “bastante mais boxes para os passageiros passarem” a partir de 29 de maio, bem como um reforço do número de funcionários e da sinalética. Ainda assim, não garante menos filas no verão: “Não posso dar essa garantia, quando estamos dependentes de vários fatores externos”. Luís Neves admite que quando as filas aumentam, desliga-se o sistema de recolha de dados biométricos, mas rejeita que as pessoas passem sem qualquer controlo, assegurando que o mesmo é feito noutros aeroportos da Europa.

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