Atraso na reestruturação deixa quatro aviões da TAP em terra
TAP recebe quatro novos Airbus no primeiro semestre, mas proibição de operar mais de 99 aeronaves vai deixá-los em terra com prejuízo para a companhia.
O prolongamento do Plano de Reestruturação da TAP até 30 de junho impede a companhia aérea de operar mais de 99 aviões. Os quatro novos aviões que vão ser recebidos na primeira metade deste ano não poderão voar, noticia o Jornal de Negócios.
A TAP tinha de ter procedido à venda das participações na Cateringpor e na SPdH até ao final do ano para concluir o plano acordado com Bruxelas em dezembro de 2021, o que não aconteceu. O fecho do plano teve de ser adiado em seis meses e a companhia aérea terá de devolver 24,99 milhões em auxílios de Estado. Além disso continua debaixo das restrições impostas pelo plano, nomeadamente a limitação do número de aeronaves.
“Em cumprimento do acordo previamente celebrado com a Airbus, a TAP deverá receber mais quatro aeronaves até ao final de junho de 2026. Essas aeronaves não serão utilizadas para expandir a presença da TAP, devido a um congelamento da rede comercial da TAP assumido por Portugal e aplicável até que as restantes alienações sejam integralmente executadas”, respondeu o gabinete de Teresa Ribera, a comissária responsável pela Concorrência da União Europeia, em resposta ao Negócios.
A TAP já acertou a venda de 51% da Cateringpor à suíça Gate Gourmet e iniciou os procedimentos para alienar os 49,9% que detém na SPdH.
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