Banco CTT capta 60 milhões em emissão obrigacionista a 3,5 anos por 4,25%

O banco postal voltou ao mercado obrigacionista com um novo empréstimo de 60 milhões de euros, que atraiu mais de 20 investidores de quatro países e contou com uma procura de 1,4 vezes a oferta.

O Banco CTT regressou ao mercado de dívida para se financiar em 60 milhões de euros através de uma emissão de obrigações sénior preferencial, com maturidade de três anos e meio e um cupão fixo de 4,25% ao ano.

Em novembro do ano passado, o banco liderado por Francisco Barbeira realizou uma emissão semelhante, colocando na altura 45 milhões de euros em dívida sénior a três anos, pagando uma taxa de 3,75%. Essa emissão, a primeira da instituição, teve uma procura duas vezes superior ao valor oferecido.

De acordo com informação avançada esta quarta-feira pelo Banco CTT ao regulador do mercado de capitais (CMVM), a procura superou em 1,4 vezes a oferta e os títulos foram colocados junto de mais de 20 investidores institucionais.

“Esta emissão de dívida Senior Preferred, concluída com sucesso, confirma a confiança dos investidores institucionais na sólida posição financeira e na orientação estratégica do Banco CTT, alcançada num contexto de mercado desafiante, marcado pelo agravamento das tensões geopolíticas decorrentes do conflito em curso no Médio Oriente”, refere o banco em comunicado.

A emissão tem uma estrutura com opção de reembolso antecipado (call) que poderá ser exercível ao fim de dois anos e meio. Se o banco não exercer essa opção, as obrigações passam a pagar juros variáveis: “Euribor a três meses acrescida de uma margem de 160 pontos base.” A liquidação está prevista para 30 de abril.

Do lado dos compradores, a alocação dividiu-se entre gestores de ativos (53%), seguradoras (31%) e bancos (16%), com investidores internacionais a representarem mais de 40% da procura total, provenientes de quatro jurisdições europeias.

Por trás desta operação está o objetivo de cumprir o MREL – o requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis –, que passa a ser exigido a partir de junho de 2026, destaca o banco liderado por Francisco Barbeira em comunicado.

Com esta emissão incluída numa base pro forma, o rácio MREL-RW do Banco CTT em dezembro de 2025 sobe para 31,4%, uma almofada confortável face ao mínimo exigido de 24,66%. O banco sublinha que a operação visa também “apoiar a estratégia de crescimento do negócio do Banco CTT.”

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