Cabaz alimentar aumentou sete euros em sete semanas

O cabaz de 63 produtos essenciais custa agora mais 6,77 euros do que há sete semanas, num período marcado pela subida dos preços da energia. É a sétima semana consecutiva de aumentos.

O preço do cabaz alimentar acompanhado pela Deco Proteste voltou a subir esta semana, atingindo um novo máximo de 260,89 euros, o que representa um aumento de 1,37 euros face à semana anterior. É a sétima semana consecutiva de aumentos, com os preços a refletirem os agravamentos dos custos energéticos associados ao conflito no Médio Oriente, que tem impulsionado a subida dos preços da energia.

Contas feitas, há sete semanas era possível comprar o mesmo cabaz, com 63 produtos essenciais, por 254,12 euros, o que representa uma subida de 6,77 euros. Desde o início do ano, os consumidores gastavam menos 19,06 euros (menos 7,88%) para adquirir o mesmo cabaz. Há um ano, era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 22,16 euros (menos 9,56%). Já no início de 2022, gastava-se menos 73,19 euros (uma diferença de 38,99%).

Entre os produtos cujo preço mais aumentou percentualmente na última semana, entre 15 e 22 de abril, destacam-se os flocos de cereais (19% para 2,78 euros), o café torrado moído (16% para 5,28 euros/kg) e os douradinhos de peixe (13% para 5,86 euros).

Face ao mesmo período do ano passado, as maiores subidas registam-se na couve-coração (60%, custando atualmente 2,02 euros/kg), o carapau (52%, situando-se atualmente nos 6,58 euros/kg) e o café torrado moído (45%, o que se reflete num custo de 5,28 euros).

A Deco Proteste destaca que desde que iniciou esta análise, a 5 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais registaram-se na carne de novilho para cozer (122% para 12,94 euros/kg), a couve-coração (104% para 2,02 euros/kg) e os ovos (84% para 2,10 euros).

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