Grupo Sonae já fatura 259 milhões de euros com economia circular
Recuperação de ingredientes e matérias-primas ou reparação, recondicionamento e reutilização de equipamentos eletrónicos são alguns dos modelos de negócio do grupo que detém o Continente ou a Worten.
As vendas do grupo Sonae provenientes de produtos e serviços circulares ascenderam a 259 milhões de euros em 2025, ano em que a faturação global superou pela primeira vez os 11 mil milhões. Em causa estão modelos de negócio como a reparação, recondicionamento e reutilização de equipamentos eletrónicos, ou a recuperação de ingredientes e matérias-primas, que geram um “impacto positivo a nível ambiental, económico e social”.
O conglomerado da Maia liderado por Cláudia Azevedo contabiliza um aumento de 178% face aos 93 milhões de euros registados em 2023 e de 36% em relação aos cerca de 190 milhões de 2024, sublinhando como os negócios da MC (dona do Continente), Worten, iServices e BCF Life Sciences (parte da Sparkfood) combinam “uma orientação central com execução local, abrangendo operações e cadeia de valor”.
Em paralelo, a Sonae refere em comunicado que continua a desenvolver iniciativas para minimizar os impactos associados aos resíduos, nomeadamente ao nível do ecodesign de embalagens e redução do desperdício. Na valorização de resíduos, contabiliza que a taxa de recuperação subiu para 86% no ano passado, mais 13 pontos percentuais face a 2024, com destaque para iniciativas de redução do desperdício alimentar.
Ao nível das embalagens, o grupo nortenho relata que está a aplicar princípios de ecodesign com o objetivo de reduzir o consumo de materiais, aumentar a reciclabilidade e incorporar matéria-prima reciclada. Em 2025, a reciclabilidade das embalagens plásticas subiu para 92%, que aponta como “um valor de referência a nível mundial”.

“A sustentabilidade está integrada na estratégia de todos os negócios da Sonae porque faz parte da nossa identidade e do nosso legado. Os nossos valores orientam-nos para liderar com impacto e fazer o que está certo. Por isso, integrar a sustentabilidade na nossa atividade sempre foi uma decisão natural e lógica para continuarmos a crescer com responsabilidade no futuro”, refere Eduardo Piedade.
O chief development officer da Sonae sublinha ainda, citado na mesma nota, como “os resultados alcançados através do investimento em economia circular reforçam a relevância desta aposta e renovam o compromisso de continuar a explorar todo o seu potencial”.
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